Navigation

Kiev e Moscou negociam troca de prisioneiros e retirada de tropas antes do fim do ano

Parentes de prisioneiros de guerra ucranianos, que lutaram contra separatistas apoiados pela Rússia no leste do país, seguram cartazes com suas imagens durante uma manifestação no gabinete presidencial de Volodymy Zelensky em Kiev exigindo que o presidente intensifique os esforços para libertá-los em Kiev em outubro. 15, 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. dezembro 2020 - 18:14
(AFP)

A Ucrânia informou nesta quinta-feira (10) que está discutindo uma mudança de prisioneiros e a retirada de tropas com o Kremlin e os separatistas pró-russos no leste do país, enquanto acusa Moscou de travar o processo de paz.

A Ucrânia demonstra "que tem interesse na paz e que a Rússia trava a aplicação dos acordos" alcançados em uma cúpula celebrada em Paris há um ano, declarou o presidente Volodymyr Zelensky, citado em um comunicado oficial.

As autoridades ucranianas estão dispostas a seguir com novas retiradas de tropas de pequeno porte do fronte, a operações de desminagem, assim como uma nova troca de prisioneiros com os separatistas, afirmou Zelensky, sem dar mais detalhes.

"As negociações continuam" com respeito entre Moscou, Kiev e a OSCE, afirmou a porta-voz do presidente, Julia Mendel, à AFP.

"Temos transmitido as listas das pessoas para a troca (de prisioneiros) e faremos todo o possível" para que possamos realizar isso antes do final do ano, completou.

Em dezembro de 2019, Zelensky e o presidente russo, Vladimir Putin, com a mediação do presidente francês, Emmanuel Macron, e da chanceler alemã, Angela Merkel, tinham celebrado uma cúpula em Paris que conseguiu alguns pequenos avanços no processo de paz.

Os quatro líderes políticos tinham previsto se reunirem de novo, mas a pandemia de coronavírus e a falta de progresso na aplicação das decisões anunciadas deixaram sem confirmação a realização de uma nova reunião.

A guerra com os separatistas pró-russos na Ucrânia tem causado mais de 13 mil mortes e quase 1,5 milhão de desabrigados desde seu início em 2014.

Os acordos de paz firmados em Minsk, em 2015, permitiram uma redução considerável da violência, mas a solução política do conflito não tem avançado desde então.

Partilhar este artigo