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A ex-presidente argentina Cristina Kirchner, em Buenos Aires, no dia 13 de abril de 2016

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A Justiça argentina decidiu processar e embargar bens da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015) por sua suposta responsabilidade em operações cambiais do Banco Central que deram um grande prejuízo ao governo, revelou nesta sexta-feira uma fonte judicial.

O juiz federal Claudio Bonadio considerou "evidente que a então presidente da Nação determinou ao ministro da Economia para que esta operação financeira fosse realizada".

O magistrado também decretou o processamento, pelo mesmo motivo, do ex-ministro da Economia Axel Kicillof, do ex-presidente do Banco Central Alejandro Vanoli e de outros doze ex-membros da direção do Banco Central.

A Justiça acusa Kirchner de autorizar a venda de dólares no mercado futuro a 10,50 pesos em setembro passado, quando a moeda americana já era cotada a 9,60 pesos.

Kirchner se defende afirmando que a medida teve o propósito de reduzir as expectativas de desvalorização do peso e manter os preços da divisa dentro do previsto no orçamento nacional.

Em 16 de dezembro, seis dias após assumir a presidência, Mauricio Macri adotou uma desvalorização do peso de 34%, o que elevou o dólar a 15 pesos, provocando um grande prejuízo em relação ao dólar futuro vendido a 10,50.

Kirchner compareceu diante da justiça no dia 13 de abril passado, mas se negou a responder a qualquer pergunta, limitando-se a apresentar um documento escrito, e a solicitar a destituição do juiz Bonadio do caso.

O kirchnerismo argumenta que não se pode acusar a presidente por uma política monetária contra a desvalorização do peso.

Kirchner afirma que não cometeu crime de corrupção, enriquecimento ilícito ou qualquer outro delito previsto no Código Penal, e se considera vítima de "perseguição política".

AFP