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Multidão participa de comemorações de festa nacional, na Praça de Maio, em Buenos Aires, no dia 25 de maio de 2015

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Uma multidão encheu a Praça de Maio, em Buenos Aires, durante as comemorações pelo aniversário da revolução que em 1810 levou o país à independência da coroa espanhola - num ato que deverá ser encerrado nesta segunda à noite pela presidente Cristina Kirchner.

As celebrações ocorrem em um clima de agitação política, a cinco meses antes das eleições presidenciais de 25 de outubro, na última fase do governo Kirchner, que termina seu segundo mandato em dezembro.

Milhares de bandeiras de movimentos sociais e da governista Frente Para a Vitória (FPV) estavam na Praça de Maio, em frente à sede do governo, onde um palco gigantesco recebe um festival de música.

O ato encerra três dias de celebrações do feriado nacional, que incluíram espetáculos, exposições e a inauguração de um centro cultural e da sala de concertos do Palacio de Correos, um prédio do século XIX da capital Argentina restaurado recentemente.

Kirchner participou na manhã desta segunda-feira do tradicional Te Deum realizado desta vez na centenária Basílica de Luján, a 75 quilômetros de Buenos Aires.

Na missa participaram todo o gabinete e o governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, candidato presidencial pelo partido no poder, assim como o ministro do Interior e Transporte, Florencio Randazo. Os dois devem passar por uma disputa interna no partido governista em 9 de agosto.

O maior adversário da oposição é o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri (direita) e em terceiro lugar o deputado peronista dissidente Sergio Massa (centro-direita).

Em sua homilia, diante de Kirchner e os dois candidatos pró-governo, o arcebispo de Luján, Agustín Radrizzani, pregou "cultivar a convivência em todos os argentinos, a solidariedade, maior justiça social e participação em projetos comuns".

"Não se machuquem, tomem cuidado, digam não ao ódio, não às brigas, deixem de lado a inveja, dialoguem", pediu o religioso.

Na semana passada Randazzo e Scioli se viram envolvidos em uma polêmica depois que Randazzo fez uma piada em um ato público ao se referir à condição física do governador, que teve o antebraço direito amputado após um acidente náutico em 1989.

AFP