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(2008) O ex-presidente peruano Alberto Fujimori

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Pedro Pablo Kuczynski, que terminou em primeiro lugar nas eleições presidenciais do Peru, está disposto a permitir que o ex-presidente Alberto Fujimori, condenado por crimes de corrupção e contra a humanidade, seja transferido para a prisão domiciliar, mas rejeitou a possibilidade de indultá-lo.

"O que eu disse é que se o Congresso der uma lei genérica - não pode ser uma lei pessoal - para que pessoas em sua condição cumpram o fim de sua sentença em casa, eu a assinarei", disse Kuczynski ao site da revista Semana Económica, depois de negar que vá assinar um indulto, faculdade concedida ao presidente.

Desta forma, Kuczynski deixa o tema nas mãos do fujimorismo, que a partir de 28 de julho contará com 73 dos 130 assentos no Congresso unicameral.

"Não sei se eles vão querer fazer isso (conceder a prisão domiciliar). Eles querem que saia pela porta da frente, mas aqui houve um processo (judicial)... Eu não vou assinar algo sem ter pensado muito", acrescentou.

Kuczynski, um economista e liberal moderado, terminou em primeiro lugar na apuração dos votos do segundo turno das eleições presidenciais do Peru, disputado com Keiko Fujimori, filha do ex-presidente preso. A revisão de um percentual mínimo de cédulas eleitorais o impedia de comemorar completamente a vitória.

Alberto Fujimori (1990-2000), de 77 anos, está em uma prisão policial desde 2007, e foi condenado dois anos depois como autor intelectual da morte de 25 pessoas, confundidas por um esquadrão da morte como suspeitas de terrorismo durante a guerra interna travada pelas Forças Armadas contra a guerrilha maoísta Sendero Luminoso.

AFP