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O presidente eleito do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, em Lima, no dia 26 de julho de 2016

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O presidente eleito do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, se posicionou a favor de conceder a prisão domiciliar ao ex-presidente Alberto Fujimori, preso por crimes contra a humanidade, mas adiantou que rejeitará uma solicitação de indulto que não foi resolvida pelo governo em fim de mandato.

"Houve um processo judicial onde concluiu-se que (Fujimori) deve cumprir a sentença. Eu estou disposto a fazer com que seja cumprida em circunstâncias mais agradáveis em sua casa, assim como outras pessoas com idade e saúde parecida", assegurou Kuczynski à imprensa.

Desta forma, o presidente eleito reiterou o que disse após ganhar as eleições: que tentará promulgar uma lei que seja aprovada pelo Congresso que entrará - de ampla maioria fujimorista - para que pessoas presas com idade avançada, que cumpram certos requisitos, tenham direito à prisão domiciliar, favorecendo Fujimori.

O legislador fujimorista eleito, Guillermo Bocangel, adiantou à imprensa que já prepara um projeto nesse sentido.

O debate ocorre em um momento que a Comissão de Graças Presidenciais, que depende do Ministério da Justiça, admitiu tramitar um pedido de indulto humanitário proposto na última sexta-feira pelo ex-presidente Fujimori.

A comissão solicitou a documentação médica e penitenciária da prisão onde o ex-governante está recluso para fazer um relatório.

O pedido foi apresentado durante os últimos dias de governo do presidente Ollanta Humala, que deixa o poder em 28 de julho, mesmo dia que Fujimori completará 78 anos. Assim, Kuczynski que deverá tomar a decisão.

Entretanto, o presidente eleito já adiantou que não assinará o indulto. "Ele tem o direito de pedir indulto, e eu não assinarei", reiterou na segunda-feira.

De acordo com a lei peruana, conceder indulto é uma faculdade presidencial.

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AFP