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Líbano cobra entrega de armas francesas para combater jihadistas

Imagem divulgada pela Welayat Raqa em 30 de junho mostra, supostamente, jihadistas do EI na cidade síria de Raqa afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. agosto 2014 - 18:14
(AFP)

O exército libanês, que combate há quatro dias os jihadistas perto da fronteira com a Síria, cobraram nesta terça-feira o fornecimento de armas francesas para o Líbano como parte de um acordo que conta com o financiamento saudita.

"Na batalha atual, necessitamos de equipamentos, materiais e tecnologia", declarou à AFP o chefe do exército libanês, o general Jean Kahwahji.

"Precisamos acelerar a entrega de ajuda militar, completando as listas de armas encomendadas da França, como parte do acordo de financiamento saudita e da Conferência de Roma", afirmou.

A Arábia Saudita havia prometido em dezembro doas 3 bilhões ao exército libanês para a compra de armas da França, fornecendo, assim, "a ajuda mais importante na história do Líbano e do Exército libanês", segundo o presidente libanês, Michel Sleiman.

Em meados de junho, durante uma conferência em Roma, "a comunidade internacional assegurou as forças armadas libanesas (que poderiam contar) com seu apoio" e prometeu treinamento "para melhor combater o terrorismo e as consequências da crise na Síria".

A França declarou nesta terça-feira estar disposta a "responder rapidamente às necessidades do Líbano".

"Estamos em estreito contato com os nossos parceiros para responder rapidamente às necessidades do Líbano", indicou um porta-voz do ministério francês das Relações Exteriores, Vincent Floreani. "A França está plenamente empenhada em apoiar o exército libanês", garantiu.

Por sua parte, Sleiman afirmou que o rei Abdullah da Arábia Saudita havia expressado sua intenção "de acelerar a implementação da assistência ao exército libanês".

Pelo menos 16 soldados libaneses, incluindo dois oficiais, e dezenas de combatentes jihadistas morreram nos combates iniciados no sábado em Aarsal, uma cidade sunita no norte do Líbano, na fronteira com a Síria. Além disso, 22 soldados e 20 policiais estão desaparecidos.

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