Caso a situação na Líbia piore, isto poderia levar a uma fuga em massa daquele país, alertou nesta quinta-feira o presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Peter Maurer, após uma visita de três dias ao país norte-africano, mergulhado em uma guerra.

"A Líbia está em uma situação crítica na qual os líbios querem ficar em casa, eles esperam um processo político que possa ajudá-los a superar isso", disse Maurer à AFP.

"Mas não excluo que, se não conseguirmos estabilizar a situação política e humanitária, haverá repentinamente fluxos populacionais, como se vê quando as pessoas perdem a esperança no futuro de seu país", acrescentou o dirigente.

Após a votação de uma resolução nas Nações Unidas a favor de "um cessar-fogo duradouro", Maurer declarou que "aprecia que os estados busquem uma solução consensual".

Mas "ainda há muito trabalho de convergência a ser feito", ressaltou, duas semanas após uma reunião em Berlim entre as partes envolvidas no conflito.

Nesta quinta, novos combates foram registrados no sul de Trípoli, a capital da Líbia.

O CICV se esforça para "apoiar os líbios deslocados e agir de maneira rápida e adequada às suas necessidades", disse.

Um entre cada quatro líbios é afetado diretamente pelo conflito que entra em seu nono mês, segundo o CICR.

Os combates em Trípoli, alvo desde abril de 2019 de uma ofensiva do marechal Khalifa Haftar, um homem forte do leste da Líbia, levaram ao fechamento de 13 instalações de saúde e 220 escolas, segundo o CICV.

No ano passado, 177.000 pessoas abandonaram suas casas, a maioria vivia perto de Trípoli, por conta da violência, garante a organização, destacando que o dia a dia é marcado pelo medo e as dificuldades crescentes para obter produtos de primeira necessidade.

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