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Um homem verifica uma terminal petrolífera de Marsa al-Hariga, na Líbia, em 9 de abril de 2014.

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Autoridades da Líbia garantem que o país retorna gradualmente ao mercado de petróleo com o aumento de sua produção após uma crise que bloqueou durante um ano os terminais de exportação.

"A produção do país não para de crescer e pode alcançar o nível do ano anterior se a situação se estabilizar nos diferentes campos de petróleo", declarou à AFP o ministro interino de Petróleo, Omar al Shakmak.

O porta-voz da companhia nacional NOC, Mohamed Hrari, afirmou que a "produção aumentou na segunda-feira para 550.000 barris em comparação aos 400.000 barris diários (bd) anteriores".

Hrari disse à AFP que até "setembro haverá um nível de produção de 1 milhão de barris diários, com o aumento dos campos de Sharara e Al-Fil (sudeste) e a recuperação da produção de outros campos do leste, do oeste e do sul do país".

As autoridades, que não conseguem controlar a situação no país tomado por disputas milícias rivais fortemente armadas, declararam no dia 6 de julho que os terminais de Ras Lanuf (200.000 bd) e Al-Sedra (350.000 bd) estão prontos para a exportação graças a um acordo com os rebeldes, que os entregaram.

O bloqueio de outros dois terminais da região, Al-Hariga (110.000 bd) e Zwitina (100.000 bd), foi suspenso em abril, e as exportações têm tido problemas para decolar.

Os portos do leste do país estavam bloqueados desde julho de 2013 pelos guardas das instalações petrolíferas, partidários da autonomia que impediam a exportação.

Desde o desbloqueio, a primeira carga de 690.000 barris de cru foi exportada para a Itália na semana passada de Ras Lanuf (700 km ao leste de Trípoli), disse Hrari. "Quem sabe na próxima semana sairá outra carga do terminal de Al-Sedra", completou.

- Reconquistar clientes -

A volta da Líbia ao mercado repercutiu nos preços, em queda em Nova York e Londres.

"A Líbia talvez esteja mergulhada no caos, mas conseguiu aumentar sua produção, de 200.000 para 450.000 bd. A abertura recente de Ras Lanuf é um sinal importante dos avanços e considera-se que Sedra será aberto em breve", comentaram nesta segunda-feira os analistas da agência de corretagem de Nova York, PVM.

Para o ministro interino de Petróleo, "a Líbia perdeu muitos clientes no mercado de petróleo durante a paralisação de um ano das exportações".

"Esses clientes foram para outro lugar", reconheceu, antes de acrescentar que o país "conseguiu recuperar alguns deles".

"A Líbia tem tentado recuperar seus clientes habituais e conquistar novos e conseguirá", afirmou com otimismo Shakmak.

"Um navio petroleiro com capacidade de 600.000 barris chegará nos próximos dias no terminal de Al-Sedra para carregar", disse Samir Kamal, diretor de petróleo e gás na NOC.

Kamal afirmou à AFP que as reservas desse terminal contêm atualmente 6,5 milhões de barris de cru armazenados durante a crise e que o terminal de Ras Lanuf conta com 4 milhões.

"Todos os terminais do país estão funcionando com exceção do Zwitina, fechado por um conflito social que estamos resolvendo", disse.

De acordo com especialistas, a violência priva o país de receitas estimadas em 40 bilhões de dólares este ano provenientes da venda de petróleo. A produção, fixada em 1,5 mbd antes da queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011, chegou a cair para 250.000 bd.

AFP