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O líder histórico do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Abdullah Ocalan, considerou neste sábado em um comunicado que o sangrento conflito de 30 anos entre os separatistas curdos e as autoridades turcas se aproxima do fim

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O líder histórico do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Abdullah Ocalan, considerou neste sábado em um comunicado que o sangrento conflito de 30 anos entre os separatistas curdos e as autoridades turcas se aproxima do fim.

"Por ocasião do 30º aniversário (do início) da nossa luta (em 15 de agosto de 1984), quero dizer que estamos à beira de acontecimentos históricos", após a eleição presidencial de 10 de agosto, vencida pelo primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, afirmou o líder do PKK, preso na ilha de Imrali, no Mar de Mármara, e citado pela agência de notícias Firat, próxima ao movimento curdo.

"Esta longa guerra de 30 anos chegou, por meio de negociações democráticas cruciais, a um estágio onde poderia acabar", considerou Abdullah Ocalan, segundo o qual "o processo de negociação democrática tem um profundo significado, histórico e social".

Ele também acredita que, com os 9,8% dos votos obtidos na última eleição presidencial, o principal partido curdo da Turquia, o Partido Democrático do Povo (HDP), poderia tornar-se o principal partido da oposição e até mesmo brigar pela vitória nas próximas legislativas.

"Com esses resultados, o HDP, cuja base tem se expandido, será a oposição democrática e eficaz, e, no futuro, o partido no poder", insistiu Ocalan, que se reuniu com representantes do partido na sexta-feira na prisão de Imrali, onde cumpre uma sentença de prisão perpétua.

O governo islâmico-conservador turco e o líder do PKK, considerado pela Turquia e por grande parte da comunidade internacional como uma organização terrorista, estão em negociações desde 2012.

O PKK, que decidiu em março de 2013 por um cessar-fogo, denunciou no mesmo ano as negociações lentas.

O conflito curdo já custou mais de 45.000 vidas desde 1984 na Turquia.

A minoria curda no país é estimada em cerca de 15 milhões de pessoas, ou 20% da população.

AFP