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O opositor do governo russo, Alexei Navalny, deixa delegacia em Moscou, no dia 29 de setembro de 2017

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O principal opositor ao governo russo, Alexei Navalny, em campanha para desafiar Vladimir Putin na eleição presidencial de março de 2018, foi condenado nesta segunda-feira a 20 dias de prisão por convocar manifestações não autorizadas.

"É um presente de aniversário para Putin", declarou o opositor após o julgamento. O presidente russo completa 65 anos no sábado.

"O velho Putin tem tanto medo de nossas manifestações que decidiu se presentear", acrescentou.

Navalny foi detido na sexta-feira (29) pela polícia ao sair de sua residência em Moscou, quando pretendia comparecer a um comício.

A menos de seis meses das eleições - às quais o presidente russo ainda não anunciou oficialmente sua candidatura - Navalny organiza uma campanha política em toda Rússia, apesar dos obstáculos impostos pelas autoridades.

Em um comunicado, a polícia de Moscou justificou a detenção do opositor por "suas reiteradas convocações para atos públicos não autorizados".

Navalny cumpriu este ano duas penas de detenção administrativa por ter organizado no fim de março e em junho manifestações anticorrupção que reuniram milhares de pessoas em toda a Rússia, apesar da proibição das autoridades.

O opositor organizou nas últimas semanas vários comícios de campanha em todo o país, que reuniram milhares de pessoas, em meio à indiferença da imprensa nacional. Seus simpatizantes denunciam tentativas das autoridades de prejudicar os eventos.

Em julho, a sede da campanha de Navalny na capital russa foi ocupada e bloqueada pela polícia, que apreendeu objetos e panfletos.

Desde o anúncio de sua candidatura à presidência, Navalny afirma ter inaugurado mais de 60 escritórios de campanha em diversas regiões da Rússia.

Seu futuro político, no entanto, é incerto, pois a Comissão Eleitoral o considerou inapto para disputar a eleição presidencial por uma condenação por desvio de fundos.

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AFP