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O líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño, lendo um relatório em 25 de agosto de 2008.

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O máximo líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño, também conhecido como "Timochenko", descarta um acordo entre a guerrilha comunista e o governo da Colômbia ainda este ano.

"Temo que não. Todos querem que a coisa ocorra o mais cedo possível, mas isto não exclui uma visão objetiva da situação", disse Londoño, conhecido como Timoleón Jiménez, em entrevista publicada em www.pazfarc-ep.org.

"É fácil concluir que os prazos não serão cumpridos este ano", destacou Londoño, assinalando que a partir de 21 de agosto uma comissão em Havana, onde as negociações acontecem desde novembro de 2012, terá quatro meses para elaborar os parâmetros que servirão de base sobre a reparação das vítimas, quarto dos seis pontos da agenda de diálogo.

"Devemos ter em conta ainda que os temas do abandono das armas e do cessar-fogo bilateral não serão simples", acrescentou o líder das Farc, principal guerrilha da Colômbia, com cerca de 8 mil combatentes.

"Insistimos na necessidade de se estabelecer um cessar-fogo bilateral, algo que o governo (de Juan Manuel) Santos rejeita", lembrou o líder guerrilheiro, recordando que as negociações em Cuba ocorrem sem que haja uma trégua.

Diante da possibilidade de que alguém da cúpula das Farc morra em uma operação militar, "Timochenko" afirmou: "nossa intenção é continuar na mesa de negociações até obter um acordo definitivo, mas não acreditamos que por isto nossos adversários devam puxar a corda".

Sobre as vítimas do conflito - cerca de 5,5 milhões entre mortos, desaparecidos, sequestrados e refugiados - "Timochenko" disse que "ideal seria que as mesmas vítimas participassem da definição do que se considera justiça".

Até o momento, as partes obtiveram acordos sobre desenvolvimento rural, participação política e drogas. Além da reparação das vítimas restam abordar abandono das armas e mecanismos para referendar os acordos.

AFP