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A líder das Mães da Praça de Maio (D), Hebe de Bonafini, ao lado da ex-presidente Dilma Rousseff (11 de maio de 2017).

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A líder da organização humanitária Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, é alvo de uma ação na Justiça argentina por desvio de fundos públicos destinados à construção de casas populares entre 2005 e 2011, informou uma fonte judicial nesta segunda-feira.

O juiz Marcelo Martínez de Giorgi decidiu pela abertura do processo contra Bonafini, 88 anos, e seu ex-assessor Sergio Schocklender, 58, por fraude contra a administração pública durante os governos de Néstor e Cristina Kirchner.

O magistrado afirma ter constatado o desvio de 206 milhões de pesos (13 milhões de dólares) de verbas públicas, segundo o Centro de Informação Judicial (CIJ).

O caso envolve a construção de casas populares dentro do projeto Sonhos Compartilhados das Mães da Praça de Maio, que previa a construção de dezenas de hospitais, escolas e casas em bairros de baixa renda em todo o país. O programa está paralisado desde 2011 devido a denúncias de desvios.

No mesmo caso já são processados o ex-secretário de Obras Públicas José López - detido em junho de 2016 quando escondia 9 milhões de dólares em um mosteiro - e o ex-subsecretário de Obras Públicas Abel Fatala, assim como Pablo Shocklender, irmão de Sergio.

"Se considerou provado que os irmãos Schocklender, em sua qualidade de representantes da Fundação Mães da Praça de Maio (FMPM), tiveram participação ativa na gestão e execução das construções (...) e desviaram o valor de $ 206.438.454,04, que canalizaram por distintas pessoas e empresas por meio de cheques e transferências bancárias".

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