Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Ativistas e membros do Congresso dos EUA se manifestam contra as políticas anti-imigração perto da Casa Branca, em Washington, em 13 de junho de 2018

(afp_tickers)

O titular da Câmara de Representantes no Congresso americano disse nesta quinta-feira (14) que espera fazer votar uma lei migratória que coloque um ponto final à separação de menores de idade e seus familiares na fronteira com México, depois de entrar clandestinamente no país.

"Não queremos que as crianças sejam separadas de seu pais", disse o líder dos republicanos Paul Ryan em uma referência direta a um escândalo que aumenta diariamente de proporções nos Estados Unidos há mais de uma semana.

Como parte da nova política de "tolerância zero" com os imigrantes ilegais, as autoridades fronteiriças americanas começaram em maio a separar as crianças menores de idade do resto de seus familiares, que ficam detidos em lugares diferentes.

A medida gera indignação no país, mas na terça-feira o procurador-geral e secretário de Justiça, Jeff Sessions, assegurou que o procedimento continuará sendo adotado como medida de contenção à entrada clandestina de famílias ao território americano.

"Se as pessoas não querem ser separadas de suas crianças, então não deveriam trazê-las", disse Sessions na semana passada.

"É preciso resolver isso mediante uma lei migratória", disse Ryan sem dar mais informações durante uma coletiva de imprensa, enquanto sua bancada elabora uma lei mais extensa sobre imigração que poderia ser apresentada na semana que vem.

Nesta quinta-feira, em um evento em Indiana, Sessions citou a Bíblia para justificar a separação das famílias de imigrantes detidos, em clara oposição ao líder republicano da Câmara de Representantes.

"Citaria o apóstolo Paulo e seu claro e sábio mandamento de romanos 13: obedeceis as leis do governo porque Deus ordenou o governo para seus propósitos", disse Sessions.

"Nossa política, que pode resultar na separação das famílias por um curto prazo, não é inusual ou injustificada", disse o secretário de Justiça.

A porta-voz da Casa Branca Sarah Sanders não havia comentado diretamente as declarações de Sessions, mas acrescentou que "é muito bíblico fazer cumprir a lei".

De acordo com o jornal Washington Post, um velho supermercado transformado em abrigo em Brownsville (Texas), na fronteira com o México, já reúne quase 1.500 crianças e menores de idades que foram separados de seus familiares.

A ideia de separar menores de suas famílias é criticada em todo o mundo, incluindo a Organização das Nações Unidas (ONU), que a considera uma séria violação dos direitos das crianças.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.










AFP