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Líder do ELN colombiano renuncia por motivos de saúde

(ARQUIVO) Foto divulgada em 28 de julho de 2011 pela assessoria de imprensa do Ministério da Defesa da Colômbia, tirada no final de 2010, mostrando o guerrilheiro do Exército de Libertação Nacional (ELN) Nicolas Rodriguez Bautista, também conhecido como "Gabino", em local não divulgado no departamento de Norte de Santander, Colômbia, próximo à fronteira com a Venezuela afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. junho 2021 - 14:44
(AFP)

O líder guerrilheiro Nicolás Rodríguez Bautista, conhecido como "Gabino", renunciou por motivos de saúde à liderança do Exército de Libertação Nacional (ELN), informou o grupo insurgente nesta quinta-feira (24), de Cuba, anúncio que recebeu duras palavras do Alto Comissariado para a Paz na Colômbia.

Essa circunstância "me levou a apresentar minha renúncia ao cargo, que foi aceita", explicou ele em nota de 1° de maio, mas divulgada apenas nesta quinta-feira, sem detalhes sobre a doença.

Bautista indicou que chegou à ilha em maio de 2018, no âmbito de um acordo humanitário entre Colômbia e Cuba e que se encontra em tratamento.

Ao saber da renúncia, o alto comissário para a Paz na Colômbia, Juan Camilo Restrepo, reagiu com duras críticas ao ELN. “O que o povo colombiano espera é a renúncia do ELN às suas ações criminosas”.

Em outro comunicado, também divulgado nesta quinta-feira e datado de 14 de junho, o ELN informou que Bautista será substituído por Antonio García e que Pablo Beltrán ocupará a segunda posição dentro da organização, enquanto o terceiro comandante será Pablo Marin.

"Os planos militares e orientações para todas as operações militares ficarão a cargo do Comando Central que se encontra no país e do Estado-Maior Nacional; neste sentido, ficam isentos de qualquer responsabilidade os Comandantes e Integrantes da delegação do Diálogo que se encontra em Cuba", indicou.

Cuba, que foi sede e impulsionadora das negociações de paz com as Farc, sediou o mesmo processo com o ELN.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, rompeu em 2019 as negociações que seu antecessor Juan Manuel Santos vinha mantendo com o ELN, última guerrilha em seu país após o acordo de paz que desarmou as extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) três anos antes.

Duque decidiu se retirar após um ataque contra uma escola para cadetes da polícia em janeiro de 2019, no sul de Bogotá, que deixou 22 alunos mortos, além do autor do crime. O presidente pressiona Cuba a entregar os negociadores rebeldes que aguardam em Havana a retomada das negociações.

As relações entre Havana e Bogotá esfriaram após a chegada de Duque ao poder em agosto de 2018, e recentemente tiveram outro atrito quando o governo colombiano expulsou um diplomata cubano por realizar em seu país, segundo ele, "atividades incompatíveis com o previsto na Convenção de Viena". A acusação foi rejeitada por Havana.

Embora o acordo com as Farc tenha reduzido a violência, a Colômbia vive um conflito que dura quase seis décadas, com mais de 9 milhões de vítimas, entre mortos, desaparecidos e deslocados.

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