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López Obrador confirma que Exército continuará lutando contra o crime no México

O novo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador (C), fala durante cerimônia na praça do Zócalo, na Cidade do México, em 1º de dezembro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. dezembro 2018 - 18:02
(AFP)

O novo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, confirmou que o Exército continuará na luta contra o crime e reiterou a criação de uma guarda nacional, decisões que geraram críticas por parte de organizações civis.

"Estamos planejando que haja uma reforma na Constituição para que o Exército e a Marinha possam nos ajudar nos trabalhos de segurança pública. Unir a polícia militar, a polícia naval, a polícia federal e montar a guarda nacional", disse diante das Forças Armadas López Obrador, que assumiu o poder no sábado por um período de seis anos.

"Agora o povo do México precisa de suas Forças Armadas para lidar com este problema grave de insegurança e violência", acrescentou o presidente em um discurso na Cidade do México.

A guarda nacional será coordenada pelo Exército, decisão criticada por defensores dos direitos humanos.

O coletivo "Seguridad sin Guerra", por exemplo, composto por várias organizações, disse que a segurança pública "deve estar a cargo de instituições civis, não militares".

O presidente já havia anunciado a medida antes de assumir o poder, apesar de ter sido crítico da estratégia militar contra o crime lançada em dezembro de 2006 pelo então presidente Felipe Calderón.

O uso das Forças Armadas em trabalhos policiais tem sido associado a uma escalada da violência no país, com mais de 200.000 pessoas assassinadas e 37.000 desaparecidos, segundo cifras oficiais.

A reivindicação de segurança é, há anos, um dos pedidos mais feitos pelos mexicanos, especialmente nos distritos atingidos pela violência dos cartéis narcotraficantes.

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