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La Paz acusa Morales de "usurpar funções" ao inaugurar obra por telefone

O governo de Jeanine Añez acusou nesta sexta-feira Evo Morales de "usurpar funções", depois que o presidente boliviano inaugurou por telefone da Argentina, onde é refugiado, uma obra em uma cidade no sul da Bolívia afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 27. dezembro 2019 - 17:19
(AFP)

O governo de Jeanine Añez acusou nesta sexta-feira Evo Morales de "usurpar funções", depois que o presidente boliviano inaugurou por telefone da Argentina, onde é refugiado, uma obra em uma cidade no sul da Bolívia.

Na segunda-feira, o vice-governador da província de O'Connor, Wálter Ferrufino, entrou em contato por telefone celular com Morales em Buenos Aires para abrir um mercado de suprimentos na cidade de Entre Ríos, departamento de Tarija.

"Saudar de Buenos Aires esse ato de inauguração deste nosso mercado, parabenizar nossas autoridades do gabinete do prefeito, como do sub-governo, por trabalharem juntas para o desenvolvimento de nossas comunidades e municípios de Tarija, na Bolívia. Quero apenas dizer, nesse ato de abertura: defendam nossos programas", afirmou Morales, segundo vídeo divulgado pelo jornal Página Siete.

Ferrufino é um militante do Movimento Al Socialismo (MAS), partido de Morales, e a obra inaugurada foi realizado pelo programa do governo "Bolívia Cambia, Evo Cumple", encarregado de realizar obras civis em todo o país nos quase 14 anos de governo do ex-chefe de Estado.

Depois de tomar conhecimento do fato, o ministro da Presidência, Yerko Núñez, braço direito do presidente de direita Áñez, disse em sua conta no Twitter que "é uma piada, mas ao mesmo tempo ultrajante, ouvir o ex-presidente inaugurar obras por telefone".

Ele disse que Morales "usurpa funções e amplia a lista de crimes pelos quais ele deve responder à justiça boliviana".

A administração de Áñez acusa Morales pelos crimes de traição e terrorismo.

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