Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Serguei Lavrov, em Nova York, em 20 de setembro de 2017

(afp_tickers)

A ameaça do uso da força contra a Venezuela ou qualquer outro país é "inaceitável", disse nesta quinta-feira o chanceler russo, Serguei Lavrov, na Assembleia Geral da ONU, em uma referência às recentes declarações do presidente americano, Donald Trump.

"É inaceitável incitar desordens e ameaçar com o uso da força para tentar democratizar a Venezuela ou minar as autoridades legítimas de qualquer país", expressou o chefe da diplomacia russa, sem mencionar a Casa Branca.

No início de agosto, Trump provocou alarme em toda a região ao declarar que sua equipe de governo avaliava "opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar".

De acordo com Lavrov, em uma situação de conflito doméstico "a comunidade internacional tem que impulsionar as partes a alcançar uma reconciliação nacional".

As tentativas de "ignorar as opiniões" e utilizar "ultimatos" sem o apoio da Carta das Nações Unidas "nunca levou a nada de bom".

A clara ameaça de Trump à Venezuela provocou a imediata reação adversa de vários países latino-americanos, incluindo fortes críticos do governo de Caracas, e inclusive do Mercosul, que chegou a suspender a Venezuela como membro.

Os governos de México e Colômbia foram os primeiros a rechaçar publicamente, de forma enérgica, qualquer ameaça de uso da força militar contra a Venezuela.

Em nota, os membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) assinalaram que "os únicos instrumentos aceitáveis para a democracia são o diálogo e a diplomacia".

Na segunda-feira, véspera do início da Assembleia Geral da ONU, Trump teve um jantar com os líderes de Brasil, Colômbia, Peru e Argentina, a quem sugeriu que aumentem a pressão pública sobre a Venezuela.

Lavrov se reuniu nesta quinta-feira com o chanceler Aloysio Nunes, com quem analisou a questão da Venezuela.

O chanceler russo "quis saber como vemos a situação na Venezuela. Expliquei a ele a nossa posição, que se trata de um país que iniciou um caminho autoritário", disse Aloysio Nunes à imprensa na sede da ONU.

Na opinião do chefe da diplomacia brasileira, a Venezuela "vive uma crise política que se agrava (...) e há um fluxo migratório em razão da profunda desorganização da economia".

Os 12 países da América que consideram que na Venezuela houve uma ruptura da ordem democrática se reuniram na quarta-feira, à margem da Assembleia Geral da ONU, e concluíram que a situação se agravou no país.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP