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Leilão de campos petroleiros da Agência Nacional de Petróleo (ANP), no Rio de Janeiro, Brasil, em 27 de setembro de 2017

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O leilão de campos petrolíferos de águas profundas, o pré-sal, finalmente começou nesta sexta-feira (27), no Rio de Janeiro, depois de ter sido suspenso na noite de quinta-feira pelo juiz Ricardo Augusto de Sales, da 3ª Vara Cível da Justiça Federal do Amazonas.

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da liminar - um pedido da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Partidos dos Trabalhadores (PT) -, que foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região na manhã desta sexta.

CUT e PT alegaram que o leilão é um ataque ao patrimônio nacional.

Na decisão, Sales, considerou os argumentos plausíveis e justificou sua decisão para evitar "danos ao patrimônio público – principalmente em face dos valores envolvidos", considerados muito baixos.

Executivos de grandes petroleiras como ExxonMobil e Shell esperaram pelo início da sessão em um hotel de luxo no Rio.

O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone, agradeceu aos esforços da AGU para permitir o leilão.

A oferta em duas rodadas inclui oito blocos no sudeste, que poderiam gerar até R$ 7,75 bilhões, segundo dados da ANP.

Dezesseis empresas se insreveram nessa licitação, entre elas Chevron, ExxonMobil, Total, BP, Repsol e Shell.

O último leilão de blocos do pré-sal foi realizado há quatro anos, quando a entrada de capitais estrangeiros no setor petroleiro era mais difícil.

O governo de Michel Temer abriu à iniciativa privada a exploração da jazidas de pré-sal - que ficam a até 7km de profundidade, sob uma espessa camada de sal -, tecnicamente muito complexa.

Embora a Petrobras tenha preferência para explorar estes campos, caso não manifeste interesse, grupos investidores podem assumir a responsabilidade.

Até então, ela era obrigada ter pelo menos 30% de participação nos blocos de pré-sal.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a empresa será seletiva e que optará por áreas de maior potencial.

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AFP