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Leopoldo López: rebelião militar é parte de um processo para quebrar 'ditadura' venezuelana

O político venezuelano Leopoldo López fala diante da embaixada da Espanha em Caracas, no dia 2 de maio de 2019. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. maio 2019 - 21:09
(AFP)

O opositor venezuelano Leopoldo López assegurou nesta quinta-feira que o fracassado motim militar da última terça-feira é parte de um processo para pôr fim ao governo do presidente Nicolás Maduro, que chamou de "ditadura".

"Foi um primeiro passo", disse López aos jornalistas na residência do embaixador da Espanha, onde se refugiou na terça-feira após sair da prisão domiciliar por decisão de seus guardas.

"É parte de um processo, é uma fissura que se tornará uma fissura maior (...) que vai acabar rompendo a barragem", disse López na residência do embaixador da Espanha, onde se refugiou na terça-feira após ser libertado de sua prisão domiciliar pelos rebelados.

Lopez negou que o motim que liderou junto com o opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino tenha fracassado. "A ruptura começou", disse, ressaltando que o que começou na terça-feira "é um processo irreversível", porque os militares "perceberam que não estão sozinhos".

"A fratura começou (...) e é um processo irreversível", pois os militares "se deram conta de que não estão sós". "Falei com muitos generais (...). Esta ditadura vai acabar", declarou Lopez.

Guaidó convocou as Forças Armadas a ser juntar ao levante. Os rebeldes buscaram asilo na embaixada brasileira e López se refugiou na residência do embaixador espanhol em Caracas.

"Nós nos preparamos para isso, isso não é improvisado", disse López, anunciando que "mais movimentos virão no setor militar".

Mais cedo, um tribunal venezuelano ordenou a nova prisão de López por violar "flagrantemente" a prisão domiciliar que lhe foi imposta em agosto de 2017. O governo espanhol, contudo, garantiu que não o entregará às autoridades.

O governo da Espanha "em nenhum caso contempla a entrega de Leopoldo López às autoridades venezuelanas nem sua saída da Residência do Embaixador", afirmou o Executivo em comunicado, desejando também "encontrar uma solução o mais rápido possível".

No texto, o executivo do socialista Pedro Sánchez, que no início de fevereiro reconheceu Guaidó como presidente interino, também lembra "a imunidade e a inviolabilidade" desfrutada tanto pela embaixada como pela residência oficial do embaixador.

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