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Em prisão domiciliar, em Caracas, Leopoldo López divulga mensagem em 26 de julho de 2017

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Em prisão domiciliar, o líder opositor venezuelano Leopoldo López fez um apelo à comunidade internacional, neste domingo (30), para que não reconheça a Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

Em mensagens divulgadas no Twitter, López pediu aos "democratas do mundo" que não deem legitimidade à Constituinte - "assim como fez o povo venezuelano". Ele também denunciou uma "brutal repressão" das forças de segurança contra manifestantes da oposição.

A violência neste fim de semana de votação deixou pelo menos nove mortos no país.

"Alertamos a comunidade internacional sobre a repressão brutal e sobre o assassinato de venezuelanos em protestos pacíficos (...). Hoje acontece a maior fraude da nossa história: ilegítima, inconstitucional, eleitoralmente viciada e em meio a uma repressão brutal", denunciou.

Colômbia, Costa Rica, Argentina, Canadá, Panamá, Peru e Estados Unidos já anunciaram que não vão reconhecer a Constituinte de Maduro. Além disso, os EUA prometeram adotar mais sanções contra Caracas.

Já o governo brasileiro "instou" as autoridades venezuelanas, neste domingo, a "suspenderem a instalação da Assembleia Constituinte".

"Diante da gravidade do momento histórico por que passa a Venezuela", o Ministério das Relações Exteriores considerou, em uma nota, que a iniciativa de Maduro "viola o direito ao sufrágio universal, desrespeita o princípio da soberania popular e confirma a ruptura da ordem constitucional na Venezuela".

Apesar de reiterar sua "grave preocupação" com a escalada de violência na Venezuela, o comunicado do Itamaraty não especifica se o governo reconhecerá, ou não, a Constituinte.

Em entrevista coletiva, o presidente do Parlamento, Julio Borges, mencionou uma baixa participação nas urnas, em contraste com declarações de lideranças governistas, como Héctor Rodríguez, que antecipam um alto comparecimento da população.

Em nome da coalizão de partidos da oposição, a MUD, Borges convocou "a Força Armada digna, a majoritária", a entender que, "hoje mais do que nunca, seu papel é defender a Constituição".

"Solicitamos o apoio à única Assembleia legítima e legal do nosso país: a Assembleia Legislativa", insistiu López, em prisão domiciliar desde 8 de julho passado por questões de saúde, após a mediação do ex-chefe de governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.

AFP