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Lesões oculares de manifestantes alarmam instituto de DH no Chile

Protestos em Santiago do Chile contra o governo de Sebastián Piñera, em 2 de novembro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. novembro 2019 - 22:28
(AFP)

O Instituto Nacional de Direitos Humanos do Chile (INDH) manifestou, neste sábado (2), sua preocupação com as lesões oculares sofridas por 157 pessoas durante as manifestações em massa nas ruas, em meio à crise social que explodiu no país há duas semanas.

Com multitudinários protestos que têm Santiago como epicentro, os chilenos mantêm pressão sobre o governo de Sebastián Piñera, reivindicando melhor distribuição da riqueza em um país com um modelo econômico liberalizante.

Segundo dados oficiais, os protestos deixaram, até o momento, 20 mortos.

"Há um tema que temos que estudar, porque é da maior gravidade ter 157 pessoas com lesões oculares", afirmou o diretor do INDH, Sergio Micco, em entrevista coletiva.

A instituição solicitou a realização de perícia, ao tomar conhecimento detalhadamente da estrutura dos projéteis, responsáveis em sua maioria pelas lesões oculares. O objetivo é identificar se foram usadas balas de estrutura metálica, no lugar das de borracha, mais habituais em manifestações.

Em seu balanço, o INDH detectou 1.574 feridos em hospitais nos 16 dias de protestos, e 4.316 pessoas detidas. Além disso, foram abertas 179 ações na Justiça por casos de tortura, maus-tratos, imposição de situação degradante e violência sexual.

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