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Foto cedida pela Aerones em 11 de maio de 2017 mostra o paraquedista Ingus Augstkalns, em Taurene

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Um letão saltou de paraquedas de um drone, uma experiência sem precedentes segundo o fabricante do dispositivo, o que abre novas perspectivas para os amantes de esportes radicais e também para as equipes de resgate.

O salto, assistido pela AFP, foi realizado esta semana em uma área desértica no centro da Letônia.

O drone projetado pela companhia Aerones tem uma superfície de 3,2 metros quadrados, pesa 70 quilos e, graças a 16 rotores, é capaz de levantar uma carga de 200 quilos.

O mesmo aparelho foi utilizado em janeiro para lançar o "droneboarding", um novo esporte que consiste em rebocar em alta velocidade os praticantes por um lago congelado.

Mas a operação realizada esta semana é ainda mais perigosa. O aparelho pegou Ingus Augstkalns no topo de uma torre e o ergueu a 330 metros de altitude, onde o paraquedista saltou no vazio.

"Foi muito divertido", declarou Augstkalns, lembrando que a experiência foi perigosa por ser a primeira do tipo.

"Os primeiros cinco metros da subida foram os mais tensos", disse ele.

O diretor da Aerones, Janis Putrams, que pilotou o drone, comemorou o sucesso do teste. "Já não precisamos de um helicóptero" para praticar o paraquedismo, afirmou entusiasmado.

A empresa espera aproveitar as capacidades do aparelho em operações de resgate para, por exemplo, salvar pessoas presas no telhado de um prédio em chamas ou outros locais de difícil acesso.

Putrams e seus engenheiros tiveram a ideia de criar um drone como este há dois anos. Sua fabricação custou 35.000 euros.

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