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Enfermeiro cola cartaz com informações sobre o ebola em centro médico de Monróvia em 31 de julho

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A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, decretou na madrugada desta quinta-feira o estado de emergência no país, diante de uma epidemia do vírus Ebola que "exige medidas extraordinárias para a sobrevivência do Estado".

Em um discurso à Nação, a presidente recordou as medidas adotadas há duas semanas na Libéria para deter o contágio, incluindo a licença obrigatória de 30 dias para funcionários não-essenciais, o fechamento das escolas e a desinfeção dos locais públicos, "e apesar de tudo a ameaça segue aumentando".

"A ignorância, a pobreza e as práticas culturais e religiosas seguem exacerbando a propagação da doença, em particular nas províncias", destacou Sirleaf, se referindo especialmente aos contatos com os defuntos nos rituais funerários.

"A magnitude e a escala da epidemia e a virulência do Ebola superam agora as capacidades e prerrogativas de qualquer agência governamental ou ministério", advertiu a presidente liberiana.

"O vírus Ebola e as consequências da doença constituem agora um transtorno que afeta a existência, a segurança e o bem-estar da República, e representa um risco claro e imediato", concluiu Sirleaf, que apresentará sua decisão ao Parlamento nesta quinta-feira.

O mais recente boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre todo o oeste da África, divulgado nesta quarta-feira, aponta 932 mortos desde o começo do ano, com 1.711 casos confirmados de Ebola, sobretudo na Guiné (363), Libéria (282) e Serra Leoa (286).

Em Monróvia, capital da Libéria, muitos mortos foram deixados insepultos nas ruas, ou abandonados em suas casas.

O último boletim sobre a Libéria é particularmente preocupante: 48 dos 108 novos casos de Ebola, com 27 entre os 45 óbitos recentes.

AFP