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Libertados deputados opositores detidos durante protesto na Venezuela

Bandeiras venezuelanas na marcha deste sábado, 6 de abril de 2019, contra o governo de Nicolás Maduro afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. abril 2019 - 16:15
(AFP)

Dois deputados opositores que tinham sido detidos neste sábado (6) por militares durante um protesto na cidade venezuelana de Maracaibo (oeste) foram libertados, anunciou o líder parlamentar Juan Guaidó.

"Acabam de libertar os deputados que haviam detido, Nora Bracho e Renzo Prieto", disse Guaidó em discurso para milhares de simpatizantes no leste de Caracas, horas depois de a deputada Adriana Pichardo reportar a detenção.

Pichardo também denunciou que as forças de segurança do Estado agiram violando a imunidade parlamentar dos dois dirigentes.

"Fui detida por um funcionário e fui amedrontada (por) quem conduzia este blindado, aonde me levaram aos empurrões, (...) me insultaram e ameaçaram de me espancar", relatou Bracho após o incidente.

As detenções aconteceram durante protestos contra os apagões e a falta de água no estado petroleiro de Zulia, próximo da fronteira com a Colômbia.

Adriana Pichardo afirmou que algumas pessoas foram feridas por balas de borracha.

"A repressão foi brutal, do helicóptero lançaram bombas de gás lacrimogêneo, enviaram tanques da Guarda e depois que os militares reprimiram chegaram os coletivos (civis armados)", declarou à AFP a deputada Elimar Díaz, que estava em Maracaibo.

A parlamentar afirmou que na região em que os militares reprimiam as pessoas não havia energia elétrica.

"Os racionamentos são de 18 e 20 horas, são racionamentos desumanos, passamos inclusive dias sem energia", reforçou a parlamentar. "O que Zulia está vivendo é um calvário e a resposta de um regime é a repressão a um povo que tem o direito de protestar", completou.

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