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(2015) Polícia monta guarda em Caracas durante um protesto de prisioneiros contra a superpopulação carcerária

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Os três jornalistas detidos há dois dias por terem entrado em uma penitenciária da Venezuela para realizar uma reportagem foram libertados neste domingo (8) - informaram organizações de imprensa e direitos humanos.

Um tribunal ordenou a libertação do suíço Filippo Rossi, do italiano Roberto Di Matteo e do venezuelano Jesús Medina, informou o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP).

Alfredo Romero, diretor da ONG de defesa dos direitos humanos Foro Penal, que assistiu os jornalistas com seus advogados, confirmou a libertação.

O ministro italiano das Relações Exteriores, Angelino Alfano, celebrou.

"Acompanhamos o caso com grande atenção, por intermédio de nossa embaixada e do consulado-geral em Caracas, e, para nós, é uma boa notícia", afirmou.

Já o Ministério suíço das Relações Exteriores disse que Filippo Rossi também recebeu proteção consular e lembrou que as gestões diplomáticas facilitaram "a rápida resolução do caso".

Di Matteo, Rossi e Medina foram detidos na última sexta-feira, após entrarem com equipes de filmagem em Tocorón, no estado de Aragua (norte), segundo o Foro Penal e SNTP.

"Rejeitamos a perseguição e a detenção de jornalistas como um mecanismo de intimidação à imprensa e lamentamos que os colegas tenham sido privados de sua liberdade. Exigimos que se garanta a liberdade de exercer a profissão na Venezuela", afirmou a Associação de Imprensa Estrangeira na Venezuela, em um comunicado.

Di Matteo trabalha como cinegrafista para o site do jornal italiano "Il Giornale", para o qual colabora regularmente o jornalista freelancer Rossi. O suíço também trabalhou com o "Corriere del Ticino".

Medina é repórter gráfico do portal DolarToday, principal referência do mercado paralelo na Venezuela e opositor ao governo.

A prisão de Tocorón, a 135km de Caracas, é uma das mais violentas da Venezuela.

Várias organizações não governamentais denunciaram a superlotação e a desnutrição em centros de detenção venezuelanos.

A ONG Una Ventana a La Libertad estimou em 2016 que as prisões venezuelanas abrigavam 88.000 detentos, quando sua capacidade é de 35.000.

O governo da Venezuela afirma que, desde 2011, executa com sucesso um projeto para pacificar os presídios e adequá-los aos padrões internacionais.

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AFP