Navigation

Libertados quatro cubanos detidos na Bolívia

Médicos cubanos aguardam companheiros vindos da Bolívia no aeroporto internacional José Martí, em Havana, 16 de novembro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. novembro 2019 - 23:23
(AFP)

Os quatro membros da brigada médica cubana na Bolívia, que permaneciam detidos desde a quarta-feira em La Paz, foram libertados neste domingo (17) e estão a caminho da ilha, reportou o portal noticioso Cubadebate.

Os cidadãos cubanos - uma mulher e três homens -, entre eles dois médicos, "foram libertadaos e voltam a Cuba no segundo voo que traz à ilha os colaboradores que prestavam serviços neste país sul-americano", destacou o portal governista.

"Todos têm boa saúde e se uniram a seus companheiros", acrescentou.

Cuba decidiu na sexta-feira pelo "retorno imediato" de sua brigada médica na Bolívia, formada por mais de 700 profissionais, após denunciar o "assédio e o maltrato" a que eram submetidos por autoridades do governo interino de Jeanine Áñez, assim como a detenção de seis deles, inclusive a chefe da missão, Yoandra Muro.

Muro foi libertada juntamente com outro funcionário na sexta-feira passada, no mesmo dia de sua detenção, mas os outros quatro membros da brigada estavam presos desde a quarta-feira, sob a "caluniosa presunção" de que incentivavam e financiavam os protestos registrados no país, denunciou nesta sexta a chancelaria cubana.

Os primeiros 224 integrantes da brigada chegaram a Havana na noite de sábado, agitando bandeiras cubanas e fotos do mítico guerrilheiro Ernesto Che Guevara e do líder histórico da revolução cubana, Fidel Castro.

"Não descansaremos até que possamos abraçar o último membro desta delegação", disse a eles o ministro da saúde pública, José Ángel Portal.

Atualmente, brigadas médicas da ilha trabalham em mais de 60 países, uma prática iniciada na revolução de 1959 e que foi qualificada como "diplomacia de jalecos brancos".

A venda de serviços profissionais, fundamentalmente médicos, é a principal fonte de divisas da ilha, com pouco mais de 6 bilhões de dólares no ano passado.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.