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O ex-senador americano Joe Lieberman se retirou da lista de candidatos a diretor do FBI

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O ex-senador americano Joe Lieberman se retirou nesta quinta-feira da lista de candidatos a diretor do FBI, depois que o presidente Donald Trump escolheu um advogado da empresa onde Lieberman trabalhava para aconselhá-lo sobre o escândalo da Rússia e as eleições.

Como diretor da Polícia Federal, Lieberman teria que supervisionar a investigação sobre a suposta intervenção russa na campanha de Trump para a eleição presidencial do ano passado.

Nessa mesma investigação, espera-se que o advogado Marc Kasowitz defenda Trump.

"Ao escolher Marc Kasowitz para representá-lo nas diversas investigações em curso, acredito que seria melhor evitar qualquer tipo de surgimento de conflito de interesse, dado o meu papel como conselheiro de alto escalão no escritório de advocacia em que Marc é sócio sênior", escreveu Lieberman em uma carta a Trump.

Lieberman, que deixou o Partido Democrata após ser candidato a vice-presidente em 2000, se juntou à empresa de advocacia Kasowitz, Benson, Torres & Friedman depois de sair do Senado, em 2013.

Marc Kasowitz já representou Trump anteriormente em outros processos.

A eventual nomeação de Lieberman, após a demissão de James Comey da direção do FBI, aumentou os temores de que Trump estivesse tentando reprimir a investigação sobre a possível colusão entre a Rússia e a sua equipe de campanha.

O FBI e vários comitês do Congresso analisam os possíveis vínculos entre uma série de assistentes da campanha e Moscou.

Com a retirada de Lieberman, não há um candidato claro para o posto. Segundo diversas informações, Trump estaria considerando o ex-congressista Mike Rogers; Fran Townsend, que foi conselheiro de Segurança Interna de George W. Bush; o diretor interino do FBI, Andrew McCabe, entre outros.

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