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Rodrigo Janot em Brasília,no dia 16 de fevereiro de 2017

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Os pedidos de investigação apresentados pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal ligados à Lava Jato incluem mais de 100 políticos com foro privilegiado, incluindo ministros e legisladores, revelou nesta quinta-feira uma fonte ligada ao caso.

Janot pediu na terça-feira ao Supremo a abertura de 83 investigações com base nas delações premiadas de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht, uma das principais empresas envolvidas no assalto à Petrobras.

Em centenas de depoimentos, os integrantes da Odebrecht detalharam o esquema de corrupção no qual a empreiteira subornava políticos e funcionários em troca de medidas que favoreciam o grupo.

Os nomes dos políticos suspeitos permanecem sob segredo, mas "provavelmente" são "mais de 100" com foro privilegiado, declarou a fonte, que pediu para não ser identificada.

Ao menos seis ministros do presidente Michel Temer estão na lista, incluindo seu chefe de gabinete, Eliseu Padilha (PMDB), o chanceler Aloysio Nunes (PSDB), e os presidente da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM) e Eunício Oliveira (PMDB).

Segundo a imprensa, também estão na lista os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT).

O ministro do Supremo encarregado do caso, Edson Fachin, deve suspender o segredo da lista de Janot em breve, atendendo a um pedido do próprio Procurador-Geral.

Caso o Supremo autorize as investigações, a Procuradoria poderá formular as primeiras denúncias nos próximos meses, porque "há casos que não precisam de mais provas" após as detalhadas delações premiadas dos executivos da Odebrecht.

Em um trabalho intensivo, 116 promotores - em 34 dependências de todo o país - tomaram mais de 950 depoimentos dos delatores da Odebrecht.

Além dos depoimentos, os executivos apresentaram mais de 100 caixas de documentos para apoiar suas delações, como e-mails, extratos de contas bancárias, planilhas, contratos e agendas.

Chamada de "delação do fim do mundo", esta denúncia em massa ameaça toda a classe política brasileira e também causa pânico em dirigentes de vários países da América Latina, onde a Odebrecht já admitiu ter pago milhões de dólares em propinas.

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AFP