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Manifestante pró-União Europeia protesta do lado de fora das Casas do Parlamento, em Londres

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O negociador britânico para o Brexit comemorou nesta quinta-feira (28) "passos decisivos" nas conversas da separação, fundamentais para começar a discutir a futura relação com a União Europeia. Seu equivalente europeu, contudo, alertou que os avanços ainda são insuficientes.

"Acho que estamos dando passos decisivos" nas negociações do Brexit, destacou o britânico David Davis ao fim da quarta rodada de negociações em Bruxelas. Se os prazos forem mantidos, o divórcio deve acontecer em março de 2019.

Estabelecer avanços importantes na negociação é crucial para o Reino Unido começar logo a discutir as futuras relações com o bloco europeu, que poderiam incluir um tratado de livre-comércio, ou até mesmo um eventual período de transição de dois anos após a saída efetiva dos britânicos.

Os europeus se recusam a passar para essa segunda fase enquanto não houver "progressos suficientes" nas prioridades atuais das negociações: garantir os direitos dos cidadãos diretamente afetados pela saída britânica da UE, o montante a ser pago por Londres por sua saída e a questão irlandesa.

E, apesar de ter destacado a "nova dinâmica" das discussões após o discurso de quinta-feira da primeira-ministra britânica, Theresa May, em Florença, o negociador europeu, Michel Barnier, pareceu menos estusiasmado, estimando que a entrada na segunda fase poderia levar "várias semanas ou vários meses".

Os europeus estabeleceram a data da cúpula da UE de 19 e 20 de outubro em Bruxelas para garantir a existência de progressos suficientes nas negociações iniciadas em meados de junho, um objetivo que parece cada vez mais distante.

- Justiça europeia e fatura -

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) ainda é um dos impasses. Barnier reiterou sua vontade de que o alto tribunal seja o responsável para resolver assuntos sobre os direitos dos cidadãos, apesar de Davis destacar que a Justiça britânica protegerá os direitos dos europeus em seu país.

Outro tema espinhoso é econômico. Diante da intenção do Reino Unido de dividir a fatura da discussão das futuras relações entre os dois lados do Canal da Mancha, o negociador europeu descartou "qualquer vinculação" e urgiu a definir primeiro a cifra.

Em Florença, May defendeu um período de transição de dois anos após a separação e prometeu "respeitar" os compromissos britânicos no atual orçamento europeu, vigente até 2020, assim como lembrou nesta quinta seu negociador, que se recusou a dar cifras por ora.

"É importante que a primeira-ministra diga que, para os anos 2019-2020, os Estados-membros da UE não deverão pagar mais, ou receber menos, mas nos afastamos da conta se nos limitamos a esses dois anos apenas", alertou Barnier. Segundo fontes europeias, o montante total seria de entre 60 bilhões e 100 bilhões de euros.

O negociador britânico destacou, por sua vez, avanços em outros dois assuntos: a situação da fronteira entre Irlanda e a província britânica da Irlanda do Norte e a Euratom, o órgão europeu que coordena programas de pesquisa de energia nuclear.

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AFP