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Os artistas porto-riquenhos Luis Fonsi e Daddy Yankee condenaram o uso "ilegal" e "nefasto" pelo presidente Nicolás Maduro de seu sucesso mundial "Despacito" para promover seu projeto de Assembleia Constituinte

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Os artistas porto-riquenhos Luis Fonsi e Daddy Yankee condenaram nesta segunda-feira o uso "ilegal" e "nefasto" pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de seu sucesso mundial "Despacito" para promover seu projeto de Assembleia Constituinte.

"Você se apropriar ilegalmente de uma canção (Despacito), não se compara com o crime que você comete e cometeu na Venezuela", escreveu Daddy Yankee em sua conta do Instagram, dirigindo-se diretamente a Maduro.

"O seu regime ditatorial é uma piada, não só para meus irmãos venezuelanos, mas para o mundo inteiro. Com esse nefasto plano de marketing, você só continuará evidenciando seu ideal fascista", acrescentou o cantor.

Ele se referiu a uma versão lançada por Maduro no último domingo, em que utiliza a música de "Despacito" para promover as eleições de sua controversa Assembleia Constituinte.

"Despacito, exerça teu voto em vez das balas e veja tuas ideias sempre em paz e em calma", diz a versão.

"Em nenhum momento ele me consultou, nem eu autorizei o uso ou a mudança da letra de Despacito para fins políticos", afirmou Luis Fonsi, principal autor do hit latino.

Fonsi disse que, embora tenha se divertido com as inúmeras versões que apareceram na internet desde que a música viralizou, "tem que ter um limite".

A música não é "para manipular a vontade de um que está pedindo aos gritos sua liberdade e um futuro melhor", acrescentou Fonsi em comunicado."Como diz a canção, de passinho em passinho, suave e suavezinho, querem dar um golpe de Estado".

Desde seu lançamento em janeiro, "Despacito" se tornou um fenômeno global. É o maior sucesso latino a dominar as paradas de sucesso do mundo desde "Macarena" em 1996, e seu vídeo no Youtube supera 1,5 bilhão de visualizações.

AFP