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As más-formações congênitas vinculadas ao vírus zika são 20 vezes mais frequentes em relação ao período anterior à epidemia que atingiu o continente americano entre 2015 e 2016

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As más-formações congênitas vinculadas ao vírus zika são 20 vezes mais frequentes em relação ao período anterior à epidemia que atingiu o continente americano entre 2015 e 2016 - de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira (2).

O estudo publicado pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos constatou, em três nascimentos de cada mil entre 2013-2014 e em anos anteriores, as más-formações do cérebro, a microcefalia, deformações do tubo neural e outras anomalias cerebrais, ou dos olhos.

Em 2016, porém, era perto de 6% a proporção de bebês nascidos com esse tipo de anomalia, cuja mãe grávida tenha sido infectada pelo zika. Isso corresponde a cerca de 60 nascimentos em cada mil afetados pelo vírus, indicou o Centro de Controle e de Prevenção de Doenças (CDC).

Os investigadores analisaram estatísticas de 2013-2014 procedentes de três programas de vigilância de nascimentos com defeitos congênitos nos estados de Massachusetts, Carolina do Norte e Geórgia para estabelecer uma referência em relação ao início da epidemia de zika.

As más-formações mais frequentes relacionadas ao zika são as anomalias do cérebro (55% dos casos), ou a microcefalia (89%).

Entre as mulheres infectadas, o vírus também é responsável por 48% dos abortos involuntários e por 66% de nascimentos prematuros.

Outros dados mostram que o risco mais elevado para o feto é quando a mãe é infectada pelo zika no primeiro trimestre da gravidez e no início do segundo trimestre, indicou o CDC. A instituição ressalta, porém, que realmente não há período sem perigo em toda a gestação.

O CDC reiterou suas recomendações às grávidas nos Estados Unidos de evitar viajar aos países onde a transmissão do vírus através de mosquitos está ativa e o contato sexual com parceiros que visitaram essas zonas.

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AFP