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Mãe de ex-diretor da Pemex é presa na Alemanha no caso Odebrecht

(Arquivo) O ex-CEO da Pemex Emilio Lozoya afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. julho 2019 - 18:17
(AFP)

A mãe de Emilio Lozoya, ex-diretor da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), foi presa pela Interpol na Alemanha nesta quarta-feira (24), no âmbito da investigação do pagamento de propinas pela Odebrecht - informou seu advogado.

Javier Coello Trejo disse à emissora Milenio que Gilda Austin estava viajando na Alemanha, quando foi presa sob acusação de lavagem de dinheiro e de associação criminosa.

"Foi presa com finalidade de extradição e terá que ser posta à disposição de um juiz na Alemanha. Não é um crime grave", disse o advogado, que garantiu que a acusação é "uma invenção do Ministério Público".

O MP informou em um comunicado que espera um relatório oficial das autoridades alemãs sobre a prisão de Austin.

Coello afirmou ter falado com Lozoya, com seu pai e um irmão para avaliar a estratégia a seguir e reiterou que o ex-diretor da petroleira - cujo paradeiro é desconhecido - não comparecerá à Justiça por temor de ser detido.

No início deste mês, um juiz mexicano emitiu mandados de prisão contra Lozoya, sua esposa, sua irmã e sua mãe, bem como outro contra uma empresária do setor imobiliário. Todos estariam envolvidos em supostos subornos da Odebrecht.

Lozoya, que dirigiu a Pemex de 2012 a 2016 e foi um dos colaboradores mais próximos do ex-presidente Enrique Peña Nieto (2012-2018), enfrenta outro mandado de prisão por um mês, também solicitado pelo MP, acusado de lavagem de dinheiro.

Segundo a imprensa mexicana, a mãe de Lozoya teria recebido um pagamento de US$ 185 mil que seriam destinados à compra de uma luxuosa residência no estado de Guerrero, no sul do país.

Lozoya é o primeiro ex-funcionário de alto escalão mexicano investigado pelo caso Odebrecht.

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