Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Um pequeno Mandril come uma cenoura num zoológico na Alemanha, no dia 16 de março de 2015

(afp_tickers)

Um punho para se defender, um polegar e dedos em forma de pinça para executar tarefas minuciosas: a mão do homem parece sofisticada, mas seria menos "evoluída" do que a mão dos macacos - é o que diz um estudo publicado nesta terça-feira.

Pesquisadores norte-americanos e espanhóis descobriram que a mão humana seria mais primitiva do que a de seu primo mais próximo no reino animal (com o bonobo): o chimpanzé.

De fato, a mão do homem seria mais semelhante à mão do último ancestral comum entre homo sapiens (homem moderno) e macacos, que viveu há diversos milhões de anos.

"Este trabalho mostra que a estrutura da mão do homem moderno é primitiva em grande parte, mais do que o resultado da seleção natural" que teria favorecido a fabricação de ferramentas de pedra, explicou a revista Nature Communications, que publicou o estudo.

As mãos de chimpanzés e orangotangos avançaram mais do que as dos homens desde a introdução do subgrupo de homini, comum aos seres humanos modernos e aos macacos evoluídos.

Os dedos destes macacos aumentaram em comparação ao polegar para que eles fossem capazes de se pendurar de galho em galho enquanto a mão humana tem um polegar proporcionalmente mais longo que permite que cada dedo vire um alicate útil para o trabalho.

Até agora, a hipótese mais comum era a de que o último ancestral comum entre humanos e macacos era um animal com as mãos semelhantes às do chimpanzé atual.

Mas o trabalho realizado pela equipe de Sergio Almecija, do Centro de Paleobiologia Humana da Universidade George Washington, colocam a ideia em questão.

Análises e medições precisas das mãos dos seres humanos modernos, de macacos vivos e fossilizados, mostram que a mão humana sofreu relativamente "pequenas mudanças" em comparação ao último ancestral comum com os macacos.

"Quando os hominídeos (família do homem moderno distinta da dos macacos) começaram a produzir sistematicamente ferramentas de pedra, provavelmente há 3,3 milhões de anos, suas mãos eram - em termos de proporções globais - praticamente como as nossas de hoje", explicou Almecija à AFP.

"Outra mensagem importante é que, enquanto as mãos humanas são em grande parte primitivas, as alterações relevantes que têm favorecido o desenvolvimento da cultura das ferramentas de pedra, provavelmente foram neurológicas", explicou. Foi nosso cérebro e não a forma das mãos que permitiu o desenvolvimento da cultura da ferramenta, sugeriu.

AFP