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Médicos peruanos protestam em meio a ressurgimento da pandemia

Médicos trabalham na sala de Cuidados Intensivos do Hospital Felipe Urriola, em Iquitos, no Peru, 8 de julho de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 26. agosto 2020 - 17:20
(AFP)

Milhares de médicos peruanos iniciaram, nesta quarta-feira (26), um protesto nacional para denunciar a falta de recursos para enfrentar o coronavírus, que registra novos surtos no país, mas mantiveram o atendimento dos pacientes nos hospitais.

Médicos com jalecos brancos e enfermeiras com trajes azuis se manifestaram nos arredores dos hospitais de Lima e outras cidades, com caixões vazios e cartazes que diziam "estamos em greve porque estão nos matando", em referência aos 146 médicos peruanos mortos pela pandemia.

"Não nos recebem, não nos atendem. Por isso estamos começando o protesto agora", disse à imprensa Godofredo Talavera, presidente da Federação Médica Peruana, que zela pelos direitos trabalhistas dos médicos.

Inicialmente, seria uma paralisação de 48 horas, mas de última hora mudou para um "dia de protestos (...) como uma forma de chamar a atenção", declarou o reitor da Faculdade de Medicina do Peru, Miguel Palacios, à emissora RPP.

Durante o dia, os médicos não atenderam consultas externas e fizeram manifestações nas ruas, mas mantiveram o atendimento dos pacientes nos hospitais do país, onde há 12.950 pacientes com coronavírus, segundo o Ministério da Saúde.

"Garantimos os atendimentos dos pacientes com COVID-19 e emergências", explicou Talavera.

Os médicos exigem equipamenots de biossegurança, mais suprimentos para os hospitais e melhores salários.

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