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O procurador-geral do México, Arely Gomez, exibe uma fotografia do narcotraficante Joaquin "El Chapo" Guzman durante entrevista coletiva

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O México ofereceu nesta segunda-feira uma recompensa de 3,8 milhões de dólares por informações que levem à captura do chefe do narcotráfico Joaquín "El Chapo" Guzmán, que escapou no sábado de uma prisão de segurança máxima.

O anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Miguel Ángel Osorio Chong, que revelou em entrevista coletiva que a fuga de Guzmán só foi possível com a colaboração de algum funcionário da prisão, já que o narcotraficante era vigiado por 24 horas e carregava uma tornozeleira eletrônica.

"O hoje foragido da justiça contou com a cumplicidade de pessoal ou funcionários (...), o que constitui um ato de traição".

Um grupo de 30 funcionários da prisão de segurança máxima de El Altiplano está sendo interrogado sobre a fuga, que já provocou a demissão do diretor da penitenciária e de dois responsáveis do sistema prisional.

Guzmán fugiu na noite de sábado por uma abertura cavada na área do banheiro, que tinha ligação com um duto vertical de aproximadamente 10 metros de profundidade habilitado com uma escada, ventilação, iluminação e até uma motocicleta adaptada sobre trilhos que teria servido para transportar as ferramentas e máquinas necessárias para as obras de escavação.

Os Estados Unidos ofereceram ajuda para recapturar rapidamente Guzmán, considerado até sua última prisão o narcotraficante mais poderoso do mundo.

Esta é a segunda fuga de "El Chapo" de uma prisão de segurança máxima. A primeira ocorreu em 2001, quando saiu escondido em um carrinho de lavanderia.

Depois de fortalecer seu império criminoso e liderar sangrentas batalhas contra seus inimigos durante os 13 anos que viveu na clandestinidade, "El Chapo" foi detido em fevereiro de 2014.

AFP