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Pessoa vestida como "Catrina" participa do "Desfile de Catrinas", na Avenida Reforma, Cidade do México, em 22 de outubro de 2017

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O México se prepara para celebrar o Dia dos Mortos, uma de suas tradições mais emblemáticas, com uma exposição de 54 crânios monumentais pintados por artistas nacionais e internacionais sobre o turístico Passeio da Reforma, ma capital mexicana.

Em vários dos crânios, também chamados "calaveras", são desenhados aspectos da cultura mexicana como as raízes pré-hispânicas, a biodiversidade do país e símbolos da festa, celebrada nos dias 1 e 2 de novembro.

"Tem como objetivo preservar uma das tradições mais importantes dos mexicanos e reconhecida no mundo todo, o Dia dos Mortos", afirmou em comunicado Óscar Padilla, diretor da funerária J. García López, envolvida no projeto.

A exposição atrai dezenas de pessoas, entre eles turistas, que fotografam buscando os muitos detalhes nos crânios.

Uma menina observava as diversas cenas da obra "Don Juan Tenorio" do dramaturgo espanhol José Zorrilla, que costuma ser apresentada nessas festividades e que foram pintadas em um crânio, enquanto o pai da família fotografava suas filhas ao lado de outras peças coloridas com detalhes de flores e animais.

"Gsotp muito da arte e da cultura e acho que parece que alguns crânios captam perfeitamente a essência do que é o México e especificamente a festa do Dia dos Mortos", disse à AFP Teresa Rodríguez, advogada de 23 anos.

Rodríguez, como muitos mexicanos, celebra o Dia dos Mortos com uma oferenda, um pequeno altar no qual brinda seus mortos com seus alimentos preferidos, flores e velas.

"Minha mãe cozinha pão de morto (com figuras que simulam ossos), "hace mole" (prato a base de chili e chocolate) para a oferenda, dedicada a meus avós e alguns amigos", acrescentou.

Seguindo a tradição, que funde crenças pré-hispânicas com o catolicismo, no Dia de Mortos os entes queridos vêm do além para visitar os vivos e para degustar os manjares que prepararam para eles.

Nos festejos também são vendidos crânios de açúcar e chocolate onde se coloca o nome de amigos e familiares para dar-lhes de presente.

Espera-se que a celebração seja especial neste ano após os dois grandes terremotos que deixaram cerca de 400 mortos e com a previsão de um recorde de homicídios no país em 2017.

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AFP