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Os presidentes Trump (d) e Peña Nieto se encontram paralelamente à reunião do G20

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México e Estados Unidos acordaram trabalhar em conjunto em temas de migração e combate ao crime organizado, nesta sexta-feira, enquanto o presidente Donald Trump voltava a mencionar o seu polêmico muro fronteiriço na cúpula do G20 em Hamburgo, na Alemanha.

"Estamos explorando novas formas de colaboração em temas como o combate ao tráfico de armas e o combate às organizações criminosas transnacionais", disse o ministro mexicano do Interior, Miguel Ángel Osorio Chong, ao fim de uma visita de três dias do secretário americano do Interior, John Kelly, ao México.

Chong disse que discutiu também a repatriação ordenada de mexicanos por meio de "pontos e horários fixos em condições dignas", enquanto Kelly mencionou que ambos os países trabalham para dissuadir o tráfico ilegal de heroína, cocaína e o fentanila "que está resultando em mortes em ambos os países".

A relação entre estes países se tornou mais tensa desde que Trump estava em campanha, quando prometeu um muro fronteiriço pago pelo México e a renegociação do vital Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), vigente desde 1994, ameaçando abandoná-lo se não conseguir um bom resultado.

O tom de cordialidade de Osorio Chong e Kelly contrastou com a postura do próprio Trump na cúpula do G20, que ao ser questionado sobre se ainda queria que o México pagasse pelo polêmico muro, disse: "absolutamente".

Apesar disso, o chanceler mexicano, Luis Videgaray, assegurou que o tema não foi abordado no encontro entre Trump e o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.

O muro já foi objeto de divergências.

Em janeiro, Peña Nieto cancelou a sua visita a Washington após a decisão de Trump de decretar a construção da obra e de um tuíte em que afirmava que se o México não pagasse seria melhor que o presidente cancelasse a sua visita.

Em meados de junho, Trump voltou a mencionar o tema ao afirmar que possivelmente seria um "muro solar", que geraria energia.

Em meio a esses desencontros, ambos os países se preparam para a complexa renegociação do Nafta, acordo comercial que Trump acusa de destruir empregos em seu país, que começará em 16 de agosto, segundo confirmou Videgaray nesta sexta-feira.

AFP