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O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, em Xiamen, em 5 de setembro de 2017

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O México "lamenta profundamente" o fim do programa Daca, que protegia cerca de 800.000 jovens - em sua maioria mexicanos - que chegaram ilegalmente aos Estados Unidos quando eram crianças, e o presidente Enrique Peña Nieto pediu a Washington, nesta terça-feira, uma "solução rápida" para a incerteza jurídica desse jovens.

O procurador-geral americano, Jeff Sessions, tornou oficial nesta terça-feira o que o presidente Donald Trump já tinha assegurado: o fim do plano Daca (Ação Diferida para Chegadas de Crianças, sigla em inglês), criado por Barack Obama em 2012, que deu provisoriamente status legal para cerca de 800.000 jovens, 625.000 deles mexicanos, que chegaram ilegalmente a esse país na infância.

A decisão do governo de Trump "afeta milhares de jovens nascidos no México que vivem nos Estados Unidos desde crianças. Estamos do seu lado", escreveu Peña Nieto em sua conta no Twitter.

O presidente disse que seu governo promoverá perante os poderes dos Estados Unidos uma solução permanente que dê segurança jurídica aos jovens beneficiários do Daca. Assegurou, ainda, que a embaixada e a rede consular mexicana no país vizinho garantirão proteção e assistência aos afetados.

As mensagens de Peña Nieto reafirmaram o que tinha sido dito horas antes pelo vice-chanceler para a América do Norte, Carlos Sada, que afirmou que o governo mexicano "tem o imperativo moral de agir pela via diplomática".

"Não podemos ignorar que muitos, quase 80% dos jovens inscritos no Daca, são de origem mexicana e obviamente são afetados pela decisão", disse o diplomata na conferência de imprensa.

Informou que a embaixada já enviou cartas a senadores e congressistas americanos exortando-os a resolver a situação destes jovens, também conhecidos como "Dreamers".

Para o governo de Trump, o Daca é "inconstitucional" e levou à perda de empregos para os americanos, e por isso deixa nas mãos do Congresso o trabalho legislativo de determinar o futuro destes jovens.

O México, por sua vez, insistiu em ressaltar "o valor dos jovens Daca para a sociedade americana" perante os parlamentares americanos, segundo um comunicado da chancelaria.

"Ao mesmo tempo, se estabeleceu contato com autoridades do Departamento de Segurança Interior para conhecer detalhadamente o processo de implementação da medida hoje anunciada", acrescenta o texto.

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AFP