Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

O chanceler mexicano, Luis Videgaray, em entrevista coletiva na Cidade do México, em 23 de fevereiro de 2017

(afp_tickers)

O ministro mexicano das Relações Exteriores, Luis Videgaray, advertiu os Estados Unidos que o México vai impor tarifas à importação de produtos americanos, se o governo de Donald Trump cumprir sua promessa de aplicar impostos às importações mexicanas para financiar o muro fronteiriço.

"Se o México enfrentasse isso como uma realidade, e não como uma ameaça retórica, (...) o governo mexicano teria de responder", afirmou Videharay, em declarações à Radio Fórmula divulgadas neste sábado (25).

"Provavelmente, a resposta não seria impor um imposto generalizado a todas as importações que venham dos Estados Unidos, porque isso prejudicaria o consumidor mexicano (...), faríamos isso de maneira seletiva", acrescentou.

Trump ameaçou aplicar impostos a importações mexicanas para financiar o muro fronteiriço que pretende construir, o qual o presidente Enrique Peña Nieto garante que não vai pagar.

Videgaray ressaltou que as tarifas às importações mexicanas atingirão o bolso das famílias americanas que consomem produtos mexicanos variados - do abacate aos automóveis, passando por telefones e eletrodomésticos.

O chanceler lembrou que as advertências de Trump "devem ser colocadas em perspectiva, porque são pouco prováveis (...). Ameaças retóricas, acho que começamos a perceber que vão e vêm", apontou.

Sobre a renegociação do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês), o ministro garantiu que seu país está aberto à discussão de "alguns aspectos", mas que não aceitará a imposição de tarifas.

O ministro mexicano da Economia, Ildefonso Guajardo, já havia alertado esta semana que aplicar tarifas seria um "plano B", no caso de que não haver uma boa negociação do Nafta.

Com Trump na Casa Branca, as relações entre México e Estados Unidos atravessam uma crise inédita em décadas. Em janeiro passado, por exemplo, Peña Nieto cancelou a visita que faria a Washington.

Os secretários americanos de Segurança Interna e de Estado, John Kelly e Rex Tillerson, respectivamente, visitaram o México na quinta-feira para se reunir com Peña Nieto, Videgaray e com outras autoridades locais de alto perfil, na tentativa de começar recompor a relação.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

AFP