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O presidente argentino, Mauricio Macri, durante coletiva de imprensa na Casa Rosada, em Buenos Aires, no dia 17 de janeiro de 2017

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O presidente argentino Mauricio Macri, investigado por casos de suposta corrupção e conflitos de interesse com a empresa de sua família, prometeu nesta quarta-feira decretos e leis de ética pública para que "ninguém duvide" de sua gestão.

Em seu discurso de abertura das sessões no Congresso, Macri defendeu o rumo econômico iniciado há 15 meses e ofereceu um panorama de conquistas com otimismo, em contraponto à visão dos grêmios e sindicatos que ameaçam com paralisações e uma grande marcha sindical na próxima semana.

"Que tudo seja transparente e que ninguém duvide das decisões deste presidente", disse Macri em uma mensagem de uma hora transmitida em cadeia nacional.

Segundo o presidente, "ética e transparência não é apenas para o setor público, mas também para o setor privado. Peço ao Congresso que debata a lei de Responsabilidade Empresarial", acrescentou.

"A obra pública deixou de ser um sinônimo de corrupção", apontou. Nas últimas denúncias judiciais, a deputada aliada do governo, Margarita Stolbizer, indicou que as empresas de Macri estão envolvidas na Operação Lava Jato por subornos, no Brasil, da empreiteira Odebrecht.

O procurador Jorge Di Lello abriu nesta quarta-feira uma investigação pelos supostos crimes de "associação ilícita, fraude e tráfico de influências", ao outorgar rotas domésticas e internacionais a uma empresa de aviação de baixo custo supostamente ligada ao Grupo Macri.

Em sua fala, Macri também criticou o "populismo" de seus antecessores, os ex-presidentes Néstor e Cristina Kirchner, e fez grandes elogios a sua gestão.

Disse que "aparecem sinais de melhoras da economia", apesar de relatórios de consultoras privadas e câmaras industriais que revelam fechamentos de fábricas, diminuição do consumo e de salários, além da demissão de milhares de trabalhadores.

O presidente afirmou que a Argentina se levanta após "décadas de esbanjamento e corrupção".

"Superamos o mais difícil desta transição e o país está mudando: a Argentina está se colocando de pé", assegurou.

Macri assegurou que "2017 vai ser um ano melhor que o anterior", e que seu governo enxerga "a longo prazo", porque o curto prazo é mais fácil, "mas se esgota e deixa muitas pessoas piores do que antes".

AFP