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O presidente francês, Emmanuel Macron, em Paris, em 20 de junho de 2017

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Na véspera de sua primeira reunião no Conselho Europeu, o presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou, nesta quarta-feira, sua confiança na Europa e em sua capacidade de transformar o mundo, tendo a França como motor.

Para ele, diante do crescimento de extremismos e regimes autoritários e frente às desigualdades que se agravam no mundo, cabe à Europa "ganhar a batalha" pela "liberdade e pela democracia (...), assegurar a justiça social e preservar nosso planeta através do clima".

A França poderá ter "uma capacidade motora", mas apenas caso se reforme primeiro, disse em uma entrevista a oito jornais europeus.

As crises ao redor do mundo "se devem em parte às desigualdades profundas engendradas pela ordem mundial e também ao terrorismo islâmico. A estes desequilíbrios se soma a situação climática", opinou.

"Ganharemos essa batalha que é de responsabilidade da Europa", porque é "o único lugar do mundo onde se reúnem as liberdades individuais, o espírito democrático e a justiça social", acrescentou.

"Podemos continuar a passar noites inteiras nos perguntando sobre onde criar a próxima agência europeia ou sobre a forma como gastaremos um orçamento... Vamos nos colocar fora da história. Eu não fiz essa escolha. Angela Merkel tampouco", afirmou.

Macron criticou "alguns dirigentes europeus que viraram as costas à Europa" com "uma aproximação cínica da União, que servia para gastar os créditos sem respeitar seus valores". "A Europa não é um supermercado. A Europa é um destino comum".

"Os países da Europa que não respeitam as regras devem assumir todas as consequências políticas", insistiu. "Não vou ceder em relação à solidariedade e aos valores democráticos".

Além disso, Macron ainda defendeu uma "integração mais forte" dos países da zona do euro, com um orçamento e uma "governança democrática".

A entrevista foi publicada no Le Figaro (França), Le Soir (Bélgica), The Guardian (Reino Unido), El País (Espanha), Süddeutsche Zeitung (Alemanha), Corriere della Sera (Itália), Le Temps (Suíça) e Gazeta Wyborcza (Polônia).

AFP