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Com rosto pintado nas cores da bandeira nacional, manifestante defende unidade do país em ato em Madri, em 30 de setembro de 2017

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A Polícia isolou mais da metade dos 2.300 postos de votação na Catalunha, onde as autoridades separatistas pretendem realizar no domingo um referendo desautorizado pela Justiça espanhola - informou neste sábado (30) o representante do governo da Espanha nessa região, Enric Millo.

"Dos 2.315 postos de votação (...) 1.300 já foram interditados" pela Polícia catalã, disse Millo, em Barcelona, à imprensa estrangeira.

Millo acrescentou que 163 desses locais estão ocupados por ativistas, "que estão fazendo, com toda paz e civicamente, atividades culturais, ou esportivas", e aos quais será permitido sair, embora ninguém mais possa entrar.

"Portanto, em 90% dos centros isolados, não há ninguém dentro", frisou, reconhecendo que se trata de um processo longo e que, entre os mil centros ainda por fechar, pode haver dezenas ocupados.

A AFP visitou neste sábado diversas escolas, das quais pais, alunos e vizinhos podiam entrar e sair livremente. Segundo uma fonte do governo separatista catalão, havia "cerca de 200 centros ocupados" apenas em Barcelona e sua periferia.

"Os agentes já vieram, falaram conosco e nos disseram que temos que sair antes das 6h de domingo, mas não fecharam nada", disse Thais, uma mãe de 38 anos que, como muitos ativistas, preferiu não dar seu sobrenome.

Em um esforço para desmantelar a logística de um plebiscito proibido, a Justiça espanhola ordenou o fechamento de escolas, centros cívicos e outros locais escolhidos para a votação.

A Polícia recebeu ordens de monitorar a entrada de material eleitoral nesses postos e, se isso acontecer, a determinação é para sua apreensão.

A decisão colocou contra a parede a Polícia regional catalã, os Mossos d'Esquadra - subordinada ao governo separatista, mas obrigada a fazer respeitar as decisões judiciais.

Desde que, na sexta à noite, grupos de cidadãos decidiram ocupar as seções eleitorais na tentativa de impedir seu fechamento, os Mossos passaram por esses locais, informando-os de que deveriam sair até as 6h (1h, horário de Brasília) de domingo.

Os agentes catalães receberam ordens para não recorrer à violência.

"Convidamos as pessoas que estão dentro desses lugares a saírem", insistiu Millo.

"Não acreditamos que seja necessário" retirá-las à força, completou.

Ele admitiu, porém, que, no domingo de manhã, se houver "atos de desobediência", os policiais deverão decidir como agir, respeitando "a proporcionalidade".

O representante do governo espanhol anunciou, também, uma operação da Guarda Civil no centro de telecomunicações do Executivo regional catalão, que bloqueou as conexões à internet dos centros de votação, os sistemas digitais de contagem e um sistema que permitiria "uma votação on-line via Internet".

Isso "permite, já com um caráter muito definitivo, desarticular a possibilidade de levar a cabo" o que o governo catalão prometeu, "que é a realização de um referendo efetivo, com garantias e vinculante", garantiu Millo.

Carles Riera, deputado no Parlamento regional, do partido separatista de extrema esquerda CUP, prometeu que a mobilização vai continuar depois deste domingo.

"Estamos em um processo de mobilização popular que vai longe. Essa onda democrática, esse nível de auto-organização estrutural terá que se manter durante muito tempo para defender a república" que os separatistas querem fundar, disse Riera à imprensa em Barcelona.

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AFP