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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, no dia 28 de julho de 2016

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou nesta terça-feira dirigentes opositores de planejarem atos de violência em uma marcha programada para quinta-feira em Caracas, buscando incitar um golpe de Estado, e ameaçou prendê-los caso ocorram tumultos.

"Há que se derrotar o golpe de Estado sem impunidade. Quem se envolver no golpe, ou estimular a violência, vai preso, cavalheiro. Chorem ou gritem, serão presos!", advertiu Maduro, sem mencionar nomes, em um discurso ante uma concentração multitudinária de chavistas na Plaza Caracas, no centro da capital venezuelana.

Esta mobilização é parte da chamada "Tomada da Venezuela", convocada pelo governo em resposta ao protesto que a coalizão opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD) prepara para quinta-feira para exigir que a justiça eleitoral agilize a coleta das quatro milhões de assinaturas necessárias para ativar um referendo revogatório contra o presidente.

Maduro pediu que seus partidários "continuem mobilizados" contra o que chamou de "golpe terrorista".

As autoridades venezuelanas detiveram na segunda-feira em Caracas o opositor Yon Goicoechea, acusado de portar detonantes para explosivos que, de acordo com o governo, seriam usados na marcha.

No sábado, o ex-prefeito opositor Daniel Ceballos, que estava em prisão domiciliar há um ano, foi mandado ao presídio por acusações de planejar sua fuga para preparar atos violentos.

A oposição afirma que estas medidas são parte de uma campanha de "perseguição política" do governo para desmobilizar os seus adversários.

Durante seu discurso, Maduro acusou os Estados Unidos de incitarem uma ofensiva contra governos de esquerda na América Latina, e vinculou suas denúncias sobre a Venezuela com o julgamento do impeachment da presidente brasileira afastada, Dilma Roussef, e com o assassinato de um vice-ministro do presidente boliviano, Evo Morales.

"A ameaça vem diretamente do imperialismo americano", disse Maduro, acrescentando que há uma tentativa de reverter a influência da esquerda na região "nos últimos meses do nefasto governo de Barack Obama".

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AFP