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Maduro anuncia ação contra EUA na CIJ por sanção a companhia aérea estatal

Trabalhador da companhia aérea estatal protesta pelas medidas americanas contra a empresa em 10 de fevereiro de 2020 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 11. fevereiro 2020 - 00:06
(AFP)

A Venezuela apresentou uma demanda contra os Estados Unidos na Corte Internacional de Justiça (CIJ) pelas sanções da última sexta-feira contra a companhia aérea estatal Conviasa, anunciou nessa segunda-feira (10) o presidente Nicolás Maduro.

No final de um protesto de trabalhadores da empresa contra as restrições, Maduro disse que pediu aos seus funcionários e à Procuradoria para preparar de "imediato uma demanda" na CIJ "contra o governo dos Estados Unidos pelo dano que se pretende fazer" à Conviasa.

"A Venezuela vai buscar justiça nos tribunais internacionais", afirmou o mandatário socialista na frente do palácio presidencial de Miraflores, ponto final da mobilização.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra a companhia aérea estatal que bloqueiam qualquer transação entre a companhia e cidadãos e empresas do país.

A medida se soma a uma grande variedade de sanções de Washington para forçar a saída de Maduro do poder, que incluem um embargo do petróleo desde abril de 2019 e um bloqueio financeiro.

Maduro, que acusou a nova disposição de "irracional", responsabilizou o líder da oposição, Juan Guaidó, reconhecido como presidente encarregado por meio centena de países.

Guaidó "disse a seus senhores do norte: sancione essa empresa, aumente as sanções contra a Venezuela", disse o governante sobre o chefe parlamentar, que realiza um giro internacional desde 19 de janeiro após burlar a proibição de sair do país.

Durante sua viagem, Guaidó foi recebido na última quarta-feira na Casa Branca pelo presidente Donald Trump, que um dia antes, perante o Congresso dos Estados Unidos e na presença do opositor, prometeu esmagar a "tirania" de Maduro.

A Conviasa assegurou nessa segunda-feira em um comunicado que "continuará operando com total normalidade".

A Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, que julga litígios entre Estados, só emite opiniões consultivas e não dispõe de nenhum meio de repressão. Suas decisões nem sempre são aplicadas pelos países.

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