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Maduro anuncia aumento de soldados ante 'plano macabro' de Trump

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, agita bandeira durante comemoração do 20º aniversário da chegada de Hugo Chávez ao poder, em Caracas, em 2 de fevereiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. fevereiro 2019 - 20:01
(AFP)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou neste sábado (2) um aumento do número de soldados para enfrentar o que denunciou como um "plano macabro" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para intervir no país e derrubá-lo.

Durante uma enorme concentração no centro de Caracas, Maduro anunciou a incorporação à Força Armada de milhares de milicianos, um corpo civil que - segundo o governo - é integrado por 1,6 milhão de pessoas e recebe formação militar.

O presidente socialista pediu que todos os membros desse contingente "que estejam à disposição, sobretudo jovens, vão aos centros de conscrição (quartéis) para que se incorporem de milicianos a soldados ativos do Exército venezuelano".

"Vamos milicianos, inscrevam-se!", exclamou Maduro, diante de centenas deles, em um palanque instalado na Avenida Bolívar, onde disse que esse corpo chegará aos dois milhões de integrantes em abril.

Maduro disse que também ordenou que entre 20.000 e 30.000 contingentes disponíveis na Guarda Nacional Bolivariana sejam preenchidos por milicianos.

"Vamos lutando com diplomacia pela paz, derrotando a aventura militarista, preparando-nos para defender o solo da pátria se algum dia se atreverem a se meter com a nossa sagrada Venezuela", expressou Maduro em um discurso no qual reiterou que o governo Trump e a oposição venezuelana executam um "golpe de Estado".

O presidente se referia, assim, à autoproclamação do líder parlamentar, Juan Guaidó, como presidente interino, com apoio de Washington e vários países da América Latina, acrescentando que Maduro usurpa o poder por ter sido reeleito em votações fraudulentas.

Guaidó comandou neste sábado uma mobilização em Caracas para exigir a saída de Maduro.

O governante também anunciou que vai "mobilizar o sistema de armas" do país durante "exercícios militares nacionais" de 10 a 15 de fevereiro. "Se quiserem a paz, se preparem para defendê-la", justificou.

Maduro assegurou que Trump tem um "plano macabro" contra a Venezuela que se reflete no rechaço a um diálogo entre governo e oposição, e o "golpe de Estado que financiam e dirigem".

"Senhor Trump, você foi enganado. John Bolton, Mike Pence e Mike Pompeo são três falcões de guerra que estão obcecados com a Venezuela", afirmou, referindo-se ao conselheiro de Segurança Nacional, ao vice-presidente e ao secretário de Estado americanos.

"Você, que acredita ser o imperador do mundo, acha que a Venezuela vai se render e vai seguir as suas ordens. A Venezuela não se rende", assinalou, reiterando que é o único presidente do país petroleiro.

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