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Nicolás Maduro em 16 de janeiro de 2017 em Caracas

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou nesta quarta-feira (1º) que forças especiais de civis que combatem problemas internos serão enviadas para bairros, campos, fábricas e universidades de todo o país.

"Vão se multiplicar por todo o território forças especiais de ação rápida, tropas especiais das milícias (...) para fazer com que a nossa pátria seja inexpugnável", disse o presidente em um desfile militar pela comemoração dos 200 anos do aniversário do general Ezequiel Zamora.

As chamadas milícias bolivarianas, que segundo o próprio Maduro trabalham em conjunto com a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), são compostas por mais de 130.000 efetivos.

No desfile em homenagem a Zamora, que durante a guerra federal venezuelana (1859-1863) lutou pela reforma agrária, participaram centenas de soldados, aviões de combate e a cavalaria.

Maduro decretou feriado e sua celebração se assemelhou à comemoração da assinatura da Ata de Independência (em 5 de julho), a data mais importante da Venezuela.

Durante o evento, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, declarou a FANB "antioligárquica e zamorista", algo que o presidente classificou de "passo histórico".

"Agradeço à lembrança sempre vigente do espírito de nosso comandante Hugo Chávez por ter nos permitido comemorar os 200 anos de Ezequiel Zamora com o povo livre", acrescentou Maduro.

Mas Zamora não desperta a admiração dos opositores ao chavismo. "Transformar Ezequiel Zamora, que era um escravocrata, em um herói nacional, é uma coisa pavorosa", afirmou na terça-feira (31) o deputado Henry Ramos Allup, ex-presidente do Parlamento de maioria opositora.

Maduro desaprovou as palavras do deputado e pediu à Procuradoria que faça algo para "ressarcir o nome" do militar.

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AFP