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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, durante coletiva de imprensa em Caracas, em 15 de fevereiro de 2018

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou nesta quinta-feira (15) que participará da Cúpula das Américas, que acontecerá nos dias 13 e 14 de abril em Lima, apesar do governo do Peru ter assegurado que sua presença não será bem-vinda.

"Têm medo de mim? Não querem me ver em Lima? Pois vão me ver. Chova, troveje, ou relampeje, por ar, terra, ou mar, chegarei à Cúpula das Américas com a verdade (...) da Venezuela", manifestou Maduro em coletiva de imprensa.

Na terça-feira, no âmbito da reunião de chanceleres do Grupo de Lima, o governo peruano retirou o convite a Maduro, mas o presidente venezuelano disse ter recebido na quarta-feira uma carta de seu contraparte peruano, Pedro Pablo Kuczynski.

"Chegou esta carta de Pedro Pablo Kuczynski me convidando para a Cúpula das Américas. Entrem em acordo, eles querem repetir com a Venezuela o maltrato que deram a nossa irmã Cuba. Entrem em acordo, os deixamos loucos", afirmou, mostrando o documento aos jornalistas.

Os 14 países do Grupo de Lima pediram na terça-feira que o governo venezuelano reconsidere a data de 22 de abril para a realização das eleições presidenciais de forma adiantada. Eles consideram que não há garantias para uma votação "livre" e "justa" com a participação dos opositores.

Mas Maduro reiterou que a todo custo haverá presidenciais neste dia.

"Na Venezuela mandam os venezuelanos, não o Grupo de Lima, não Pedro Pablo Kuczynski, não (o presidente da Colômbia) Juan Manuel Santos. Mandam as instituições e os venezuelanos", declarou o governante.

Maduro assinalou que no Grupo de Lima estão "os governos mais impopulares do planeta", se referindo em particular aos de Colômbia e Peru. "Para mim é uma honra que a oligarquia da região faça o que faz contra nós", acrescentou.

De acordo com uma pesquisa do Instituto Venezuelano de Análise de Dados (IVAD), o presidente socialista enfrenta uma impopularidade de 75% devido ao colapso econômico do país, que também sofre com a grave escassez de alimentos e remédios, e com uma hiperinflação.

Não obstante, o adiantamento das eleições desconcertou a oposição, agrupada na Mesa da Unidade Democrática (MUD), que, seriamente dividida e enfraquecida, ainda não decidiu se participará das eleições, nas quais Maduro tem ampla vantagem, segundo analistas.

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AFP