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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, em 18 de janeiro de 2017

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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, aumentou nesta sexta-feira o salário dos médicos em 50%, mas longe de gerar entusiasmo, o reajuste é considerado pelos médicos uma "miséria" em meio à alta inflação.

Antes do aumento, um médico residente na Venezuela ganhava 50.003 bolívares, o que equivale a 71,2 dólares pela taxa de câmbio oficial mais alta e a 15,6 dólares no mercado paralelo.

Agora esses profissionais receberão 75.004,5 bolívares (106,8 dólares pelo câmbio oficial e 23,4 dólares no paralelo).

O salário atual desse profissional apenas supera o salário mínimo, de 40.638 bolívares (57,9 dólares pelo câmbio oficial e 12,6 dólares no mercado paralelo).

"O dinheiro que ganhamos não é suficiente para comprar comida", disse à AFP Efraim Vegas, médico residente do Hospital Universitário de Caracas, que tem uma formação profissional de dez anos.

A Federação Médica Venezuelana (FMV) entregou em dezembro ao presidente uma proposta de aumento salarial que pede 33 salários mínimos para um residente: 1,3 milhão de bolívares (1.911 dólares no câmbio oficial mais alto e 419 dólares no paralelo).

AFP