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Maduro chama detenção de chefe parlamentar de 'show'

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro (2E), ouve o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello, em Caracas, em 14 de janeiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. janeiro 2019 - 19:20
(AFP)

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, chamou nesta segunda-feira (14) de "show mediático" a detenção momentânea do chefe do Parlamento, Juan Guaidó, atribuindo-a a uma confabulação entre opositores e agentes de Inteligência corruptos para atacar o governo.

Maduro declarou que o incidente ocorrido no domingo, quando Guaidó se dispunha a liderar um comício nos arredores de Caracas, contou com a "cooperação corrupta e traidora de um grupo de funcionários" do serviço de Inteligência.

"Ah, que coincidência! Uma câmera perfeitamente apontada (...), profissional, que captura o momento em que o deputado (...) é retido em um ato estranho", observou o presidente durante a apresentação de seu relatório anual de trabalhos ante a governista Assembleia Constituinte.

Maduro assegurou que depois de saber do ocorrido ordenou que os agentes - quatro, segundo informou previamente o governo - "fossem destituídos por se prestarem a um show midiático".

"Irei agir assim contra qualquer funcionário que traia o juramento público (...). Mão de ferro contra a corrupção! Mão de ferro contra a traição! Não irei hesitar (...). De cada show sairemos mais fortes", advertiu.

Guaidó, presidente do Parlamento de maioria opositora, foi liberado uma hora depois de sua caminhonete ser interceptada por homens fortemente armados e culpou o governo pela ação.

O presidente venezuelano acusou a oposição de realizar outro "show" no sábado passado, ao danificar, segundo ele, equipamentos de fornecimento de eletricidade e deixar sem luz o Hospital Universitário de Caracas durante várias horas.

Membros do sindicato de saúde denunciaram que, por causa do corte de energia, duas pessoas morreram e cerca de 100 foram desalojadas. Os apagões são frequentes no país e, segundo especialistas, se devem à falta de investimento em infraestrutura, corrupção e imperícia.

"Foi um ataque terrorista planejado como um show pelos terroristas que hoje estão no comando da oposição venezuelana. Vamos enfrentá-los severamente e vamos derrotá-los. Terroristas!", declarou o presidente.

Assim, Maduro fez alusão a Guaidó, que assumiu em 5 de janeiro como chefe do Parlamento e pede apoio do povo e da Força Armada para assumir um "governo de transição" na Venezuela.

Guaidó, de 35 anos, acrescenta que a Constituição lhe permite preencher o vazio de poder que, segundo ele, existe devido ao novo mandato de Maduro, iniciado em 10 de janeiro, ser considerado ilegítimo pelo Legislativo e por grande parte da comunidade internacional.

Maduro ironizou dirigindo-se ao legislador: "Vou te mandar o bando (presidencial), garotão (...) Para ver o que você faz".

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