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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro (D), e sua esposa, Cilia Flores, chegam à assembleia nacional para sessão comemorativa do Dia da Independência da Venezuela, em Caracas

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O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse neste domingo que considera "um passo histórico" a vitória do "Não" no referendo sobre a aprovação das medidas de reformas de austeridade propostas por credores à Grécia, mergulhada em uma grave crise financeira.

"Hoje, a Grécia deu um passo histórico com a vitória no referendo consultivo (...) Parabéns, primeiro-ministro Alexis Tsipras, e parabéns ao povo da Grécia, que disse 'Não' ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e aos vampiros do bancos mundiais", expressou Maduro em discurso antes da parada militar comemorativa do Dia da Independência da Venezuela.

O presidente socialista, herdeiro político de Hugo Chávez (1999-2013), acrescentou que, com o resultado da consulta feita na Grécia, "valeu a pena tanta luta", em alusão às reiteradas denúncias de conspiração contra o seu governo.

O "Não" vencia com vantagem, neste domingo, com 61,31% contra 38,69% do "Sim", apurados 95% dos votos. O referendo foi convocado pelo governo grego do esquerdista Alexis Tsipras para decidir sobre a mais recente proposta feita pelos credores da Grécia, a União Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional.

Segundo analistas, a vitória do "Não" gera preocupação na comunidade financeira e abre um período de incertezas sobre o futuro da Grécia na zona do euro, além de questionar a solidez da união monetária.

Apesar da ajuda de 240 bilhões de euros, acordada desde 2010 por seus credores, a Grécia, um dos 19 Estados-membros da Eurozona, está mergulhada em uma crítica situação financeira.

AFP